VIRACOPOS, DE SOLUÇÃO À PESADELO?
Por Rui Consultoria ATMXQuando inaugurada a Estrada de Ferro Mogiana, em março 1875, não se poderia prever, o extraordinário crescimento e geração de riquezas que esta obra produziria para nossa Região, elevando Campinas à condição de polo econômico e cultural, do Estado de São Paulo e do Pais.
A Sociedade civil e Governos, vem discutindo nos últimos anos, a importância e relevância que a ampliação do Aeroporto de Viracopos, tem para Campinas, para a região e para o Brasil.
Foram, vinte anos de estudos, projetos, promessas, discursos e palanques. Durante este período, novos projetos foram recontratados para mais uma vez serem engavetados, para nunca saíram do papel.
A gestão Publica da Infraero, mesmo que tenha alcançado alguns bons índices de eficiência na gestão de cargas, nunca conseguiu construir um bom projeto e superar barreiras políticas e técnicas para que pudesse levar adiante a expansão do aeroporto de Viracopos. Ao contrario, notabilizou-se por colecionar anúncios de expansão nunca concretizados, derrotas e incompetência consagrada na tão almejada e necessária expansão do Aeroporto.
A privatização dos aeroportos, incluindo a de Viracopos, promovida pelo Governo de Dilma Rousself, representa um grande avanço para construção da infra-estrutura que o País necessita, possibilitando ganhar novos patamares de competitividade, ancorados em investimentos Publico e Privado.
É uma verdadeira redenção, de um PT, que quando nas trincheiras da oposição, nunca aceitou e retardou como pode todas as privatizações por tantos anos, colocou o interesse politico frente aos interesses do Pais, do cidadão, contribuindo com atraso do Brasil, de nosso povo, direta e indiretamente.
Pois bem, superado esta fase, o conjunto de investimentos em nossos aeroportos deverão impulsionar extraordinariamente a economia direta e indiretamente, contribuindo significativamente na construção da infra-estrutura logística interna e internacional, atraindo a instalação de novas industrias, expressivos investimentos em serviços e com o crescimento do mercado doméstico de cargas e passageiros, ainda acanhado frente ao tamanho continental de nosso pais.
Para nossa Região, a expansão do Aeroporto de Viracopos, deverá criar um grande eixo de desenvolvimento não só para Campinas, mas em todas as cidades do entorno, interior do Estado, Sul de Minas e indiretamente outros Estados, capaz de proporcionar outro grande ciclo de desenvolvimento para nossa Região, talvez comparado, somente ao evento de 1875, que possibilitou o forte aumento da produção do café associado a infraestrutura de escoamento.
Até aí parece que só teríamos motivos para comemorar. E teríamos, se não fosse, no caso de Campinas, a incompetência da Gestão Publica, que não preparou, não fez a lição de casa, não planejou com visão moderna e de longo prazo o uso e ocupação do solo do entorno do sitio aeroportuário, gerando problemas habitacionais e sociais gravíssimos, resultado de invasões e ocupações irregulares em áreas de risco, dificultando investimentos, comprometendo o planejamento correto e seguro da chamada cidade aeroportuária, problemas estes que poderão ser agravados, face a valorização imobiliária.
Soma-se a isto, a falta de um projeto robusto e eficiente do acesso viário, do transporte de cargas e de passageiros, que deverá gerar rapidamente um grande estrangulamento das vias de acesso ao aeroporto, em especial nos horários de pico ou por eventuais acidentes, causando prejuízos já conhecidos, expondo mais uma vez os usuários e não usuários do aeroporto aos eternos transtornos causados pelos engarrafamentos, com prejuízos à economia, à saúde, ao meio ambiente, e mais importante, à qualidade de vida. Todos perdem, mas as gerações futuras perderão ainda mais com esta verdadeira bomba relógio instalada em Campinas.
Cabe ainda ressaltar que a atual Câmara de Campinas, não tem estatura técnica para aprovar a tão falada Macrozona 07. Para fazer frente, a esta grande e importante questão; o Governo Municipal, a Sociedade, Entidades e o Ministério Publico, terão que se posicionar de forma assertiva.
Mais um vez o Poder Publico e o Planejamento andam a reboque do desenvolvimento.
Saídas inteligentes, corretas e amplas existem! Cabe-nos mais uma vez esperar?


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