segunda-feira, 31 de março de 2014

Helena Rizzo, do Maní, é a melhor chef do mundo

Por Marcelo Oliveira


Helena Rizzo, do Maní, é a melhor chef do mundo

Helena: cozinheira top no topo (Foto: Ricardo Corrêa)
Helena: cozinheira top no topo (Foto: Ricardo Corrêa)
Com seu jeitão zen, Helena Rizzo está radiante. A sócia do Maní acaba de ser escolhida pela organização do prêmio internacional  The World’s 50 Best Restaurants para receber o Prêmio Veuve Clicquot de Melhor Chef Mulher do Mundo 2014. Não bastava São Paulo ter o D.O.M. entre os dez melhores restaurantes do planeta, tem agora a melhor cozinheira.
A maior surpresa para a chef é pelo fato de terem “tantas ótimas cozinheiras no mundo, inclusive aqui no Brasil”. Helena vai a Londres para a entrega do prêmio, marcada para 28 de abril. Até lá, terá de se dedicar ainda mais ao Maní, que deve ver o número de clientes se multiplicar vertiginosamente. O mais curioso é que oManí só entrou para o ranking dos 50 melhores do mundo no ano passado, ocupando a 46ª posição. A eleição foi um salto extraordinário.
Ela conversou comigo  agora mesmo, enquanto preparava um evento no Leopolldo. Desde o anúncio, ela não para de ser cumprimentada pelos familiares, amigos e equipe. Contente e sem se descuidar do trabalho, a gaúcha contou que , primeiro, recebeu um telefonema, seguido de uma carta, três semanas atrás. “Precisava manter sigilo até hoje”, revela.
Perguntei se o fato de ter sido recebido o mesmo prêmio no ano passado como melhor chef mulher da América Latina era um indício. “Sinceramente, não achei”,  diz. “Aceito o prêmio, porque tenho muito orgulho do que faço. Não sou só eu, mas o Dani (o espanhol Daniel Redondo, seu marido e que divide com ela o comando do fogão e a criação do cardápio) e a Giovana (Baggio, sócia e administradora do restaurante). Cada dia tem que ser melhor que o outro. Preciso melhorar na cozinha, ser uma pessoa melhor.”
Antes de Helena, foram contempladas com Prêmio Veuve Clicquot de Melhor Chef Mulher do Mundo Elena Arzak, do Arzak, na Espanha; Anne-Sophie Pic, da Maison Pic, na França; e a ganhadora do ano passado, Nadia Santini, do restaurante Dal Pescatore, na Itália.

sexta-feira, 14 de março de 2014

PÉTALAS DO RÁDIO ESPORTIVO

Armindo Antônio Ranzolin nasceu em Caxias do Sul do no dia 8 de dezembro de 1937.
Um dos principais narradores de futebol da história do Rio Grande do Sul.
Sua carreira de jornalista e radialista profissional começou em 1956, como narrador esportivo da Rádio Diário da Manhã de Lages, Santa Catarina.
Estreou na Rádio Guaíba em 1959.
Depois passou pelas Rádios Difusora e Farroupilha, ambas de Porto Alegre.
Em 1969 voltou para a Guaíba, onde ficou até 1984, quando saiu para trabalhar na Rádio Gaúcha. Em 1992, tornou-se diretor da rádio e lá se aposentou em 2006.
OUÇA
RANZOLIN NARRA O SEGUNDO GOL DO GRÊMIO, MARCADO POR RENATO PORTALUPI, CONTRA O PEÑAROL NA CONQUISTA DO TÍTULO DA LIBERTADORES DA AMÉRICA DE 1983:
♦♦♦
DOALCEY CAMARGO
Doalcey fez história...
...e se consagrou no rádio do Rio
Doalcey Bueno de Camargo nasceu em Itápolis-SP em 1930 e morreu no Rio de Janeiro no dia 29 de agosto de 2009.
O narrador ganhou notoriedade nas grandes emissoras do Rio de Janeiro como Globo, Tupi, Nacional, Continental, Tamoio e Guanabara (atual Bandeirantes). Desde 1965 estava na Super Rádio Tupi, onde acumulou o cargo de diretor do departamento de esportes. Nos seus últimos anos de vida não narrava mais, mais participava do programa “Bola em Jogo” aos domingos, que tem apresentação de Luiz Ribeiro.
Doalcey era torcedor confesso do América-RJ, começou sua carreira na Rádio Clube de Marília, no final da década de 40, a convite do irmão Wolner Camargo, foi para o Rio de Janeiro, onde sua carreira deslanchou profissionalmente.
Narrou grandes clássicos dos clubes cariocas, Copas do Mundo, e foi ele quem criou a figura do comentarista de arbitragem. Por sinal, o primeiro que esteve ao seu lado na cabine de rádio foi o saudoso Mário Vianna. Outro comentarista que trabalhou ao lado de Doalcey, foi Benjamim Wright, pai do ex-árbitro José Roberto Wright.
Vários grandes locutores trabalharam ao lado de Doalcey, entre eles: Waldir Amaral, Júlio César Santana, Sérgio Moraes, Paulo César Tênius (já falecidos) e José Carlos Araújo, Edson Mauro, César Rizzo, Garcia Júnior, Jota Santiago, entre outros.
Faleceu na madrugada do dia 29 de agosto de 2009, aos 79 anos, vítima de um enfarte fulminante.
OUÇA
DOALCEY NARRA GOL DE NUNES PELO FLAMENGO:

♦♦♦
FIORI GIGLIOTTI
Fiori no início da carreira e depois na Rádio Record
Fiori Gigliotti nasceu em Barra Bonita, São Paulo, no dia 27 de setembro de 1928. Morreu em São Paulo no dia 8 de junho de 2006. Inspirou mais de uma dezena de narradores tendo em Mato Grosso um dos seus grandes seguidores, o narrador Márcio Frederico Cunha de Arruda, o Categoria Que Não Muda.
Narrador esportivo de longa carreira. Narrou partidas de dez Copas do Mundo, mas sempre dizia que o maior jogo a qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinental de 1962. Em declaração pouco tempo antes de sua morte, contou um entrevero que teve com o técnico Telê Santana no Mundial de 1982, na Espanha. Fiori teria cobrado o treinador pelo fato dele estar fazendo muitas concessões aos jogadores, com muitas saídas com a família e pouco treino. Telê teria respondido que o locutor já estava velho.
Celebrizou frases como “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”“E o tempo passa…” (quando uma equipe precisava fazer um gol), “Agüenta coração!”“Crepúsculo de jogo” e “Torcida brasileira”.
Recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo. Trabalhou como locutor desde 1947 nas rádios: Rádio Clube de Lins (SP), Rádio Cultura de Araçatuba (SP), Rádio Bandeirantes, Rádio Panamericana, Rádio Tupi e Rádio Record. Atualmente estava trabalhando como comentarista na Rádio Capital, de São Paulo.
No fim de 2005 recebeu a “Medalha da Ordem Nacional do Mérito Futebolístico” da Federação Paulista de Futebol, ocasião em que disse: “Eu confesso que hoje vivo um momento de muita emoção. É daqueles momentos de rara felicidade que nos fazem ter alegria de viver“.
Fiori escolheu a véspera de uma Copa do Mundo para dizer adeus ao futebol, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.
OUÇA
FIORI GIGLIOTTI NARRA GOL DO CENTROAVANTE COUTINHO PELO SANTOS:
♦♦♦
JOSÉ CARLOS ARAUJO 

...de artistas e se consagrou no rádio
Jorge Cury nasceu em Caxambu, Minas Gerais, no dia 25 de fevereiro de 1920; morreu dia 23 de dezembro de 1995.
Filho do comerciante José Kalil Curi e de Maria Curi, o narrador teve oito irmãos, entre os quais, o cantor, compositor e humorista Ivon Curi e o também radialista Alberto Curi.
Iniciou sua carreira numa emissora local de sua cidade natal em 1942. No ano seguinte, teve a chance de fazer um teste para a Rádio Nacional, onde, aprovado, permaneceu até 1972, quando se transferiu para a Rádio Globo.
Foi um dos maiores locutores de seu tempo. Além de locutor esportivo, também conduziu o programa dominical de calouros A Hora do Pato.
Narrou nove Copas do Mundo e era torcedor fanático do Flamengo.
Deixou a Rádio Globo em 1984.
Sua morte ocorreu devido a um acidente automobilístico próximo a Caxambu, para onde se dirigia para os festejos de Natal e de Ano Novo. Pouco antes, havia se transferido para a Rádio Tupi.
OUÇA
JORGE CURY NARRA GOL DE RIVELINO COM A CAMISA DO FLUMINENSE:
♦♦♦
OSMAR SANTOS
Osmar Santos na décaca de 80...
...e nos tempos atuais
Osmar Santos nasceu em Osvaldo Cruz, interior paulista, no dia 28 de julho de 1949.
Formado em Educação Física, Administração e Direito, Osmar Santos, o Pai da Matéria, trabalhou como locutor esportivo nas rádios Jovem Pan, Record e Globo onde continua contratado, mas sem narrar mais as partidas devido ao grave acidente de automóvel que sofreu em 22 de dezembro de 1994 e que afetou sua fala, que era seu dom. Hoje como artista plástico, dedica parte de seu tempo em pinturas sobre telas. Trabalhou também nas redes de televisão Rede Globo, Rede Record e Rede Machete.
Foi um dos melhores narradores de futebol do rádio brasileiro, criador de uma escola única. Faziam parte da equipe comandada por Osmar na Rádio Globo, na fase de maior sucesso: Loureiro Júnior, Juarez Soares e Carlos Aymard (comentaristas), Fausto Silva, Roberto Carmona e Henrique Guilherme (repórteres de campo). E os também narradores: Oswaldo Maciel, Reinaldo Costa, Oscar Ulysses e Odinei Edson (esses dois últimos, seus irmãos).
Osmar Santos teve uma participação importante como locutor dos comícios da campanha política de 1984 pelas Diretas! Bastante popular, recebeu proposta para candidatar-se a cargos políticos, mas não aceitou.
Sempre muito criativo criou bordões que foram tão bem aceitos pelo público, que ecoavam pelos estádios, como o famoso “Parou por quê, por que parou?”. Entre suas expressões inesquecíveis, estão: Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha, “Um prá lá, dois prá cá, é fogo no boné do guarda”, “Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho”, “No carocinho do abacate” “ai garotinho”, “vai garotinho porque o placar não é seu” e uma das narrações de gol mais marcante do rádio brasileiro “E que GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL”.
Também foi Osmar Santos quem criou a expressão “Animal”, que melhor representou o jogador Edmundo, terminando por se tornar a sua marca registrada.
Em 1994 sofreu um grave acidente de carro que lhe produziu graves seqüelas devido aos danos cerebrais que sofreu quando viajava de Marília para cidade de Lins, em São Paulo, quando ele foi atingido por um motorista de caminhão bêbado. Após uma grande recuperação, pode recuperar várias funções, porém sua fala ficou comprometida, sendo capaz de pronunciar menos de cem palavras, impedindo-lhe de continuar trabalhando como narrador. Hoje se dedica à pintura.
OUÇA
OSMAR SANTOS NARRA O GOL DE BASÍLIO NA CONQUISTA DO CORINTHIANS NO CAMPEONATO PAULISTA DE 1977:
♦♦♦
WALDIR AMARAL
Waldir Amaral na cabine de Rádio Globo...
...e exibindo prêmios conquistados como narrador
O narrador Waldir Amaral nasceu em Goiânia no dia 17 de outubro de 1926; morreu no Rio de Janeiro, dia 7 de outubro de 1997.
Talentoso profissional de comunicação, foi um dos pioneiros na transformação das jornadas esportivas radiofônicas num verdadeiro show. Criou bordões que atravessaram todo o Brasil e tornaram-se referência nacional como “indivíduo competente”, “o relógio marca”, e “tem peixe na rede”. Criou também o apelido “Galinho de Quintino” que acompanha Zico até os dias de hoje.
Waldir iniciou sua carreira na rádio Clube de Goiânia. No Rio de Janeiro, passou pelas rádios Tupi, Mauá, Continental, Mayrink Veiga, Nacional e Globo. Nesta última, por sinal, permaneceu de 1961 a 1983. Foi Waldir, ao lado de um dos diretores da Rádio Globo, Mário Luiz, o “criador intelectual” da vinheta “Brasil-sil-sil!”, gravada pelo radialista Edmo Zarife durante as Eliminatórias da Copa do Mundo para 1970, para levar a seleção à frente, e que está no ar até hoje.
Waldir Amaral faleceu 10 dias antes de completar 71 anos, vitimado por uma insuficiência coronariana.
Em sua homenagem, a rua Turf Club, no bairro do Maracanã, passou a se chamar R. Radialista Waldir Amaral. Rua, aliás, onde se encontra a sede a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro
Bordões
Profissional extremamente criativo, Waldir Amaral costumava dizer vários bordões enquanto narrava a partida. Alguns bordões criados por ele:
“Tem peixe na rede do…” Ele dizia quando o time levava gol do adversário:”Tem peixe na rede do Flamengo”
“Choveu na horta do…” Ele dizia quando o time fazia gol no adversário: “Choveu na horta do Vascão”
“É fumaça de gol” Ele dizia quando surgia uma oportunidade de gol: “Aproxima-se da área, é fumaça de gol…”
“Caldeirão do Diabo” A grande área: “Vai cruzar no caldeirão do Diabo”
“Indivíduo competente” Quem fazia o gol: “Indivíduo competente o Zico”
“Deeeeez, é a camisa dele!”
“O visual é bom, Roberto tem bala na agulha” Quando o jogador ia bater uma falta.
“Estão desfraldadas as bandeiras do Fluminense” Ele dizia logo após o gol.
“Deixa comigo” Dizia logo após a vinheta do sue nome.
“O relógio marca” Ele dizia quando dava o tempo de jogo.
Waldir foi um locutor original e que soube comunicar como poucos. Narrava pausadamente, com elegância e muito estilo. Foi um dos maiores radialistas esportivos de todos os tempos.
OUÇA
WALDIR AMARAL NARRA GOL DA SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA DO MUNDO DE 1970:

1a CONFRARIA DA BOLA NA FNAC

https://www.youtube.com/watch?v=Bsv0vMnthjc


FILET CROSTA DE FUNGHI

POR MÁRIO FIRMINO
 Do blog DeFirmino

Filet Crosta de Funghi

Ingredientes:
600 gramas de filé mignon a parte central
100 gramas de funghi seco porcini ou chileno
30 gramas de pimenta do reino
20 gramas de sal
1 litro de óleo (para fritar)

Preparo:
Número de porções: 2
-Pegue o filé e corte em dois pedaços +/- iguais (300g aproximadamente).
-Coloque em uma tigela e cubra deixando descançar até atingir a temperatura ambiente.
-Pegue o funghi e bata no liquidificador até obter um pó bem fino.
-Coloque em um prato fundo e acrescente a pimenta do reino e o sal e reserve.
-Coloque o óleo para esquentar em uma panela de ferro, ou outra de paredes grossas, em fogo alto.
-Enquanto o óleo esquenta empane bem o filé com a mistura de funghi, pimenta e sal.
-Aguarde uns 5 minutos para o empanado ficar levemente úmido e firme.
-O óleo deve estar bem quente, então frite os filés empanados por 5 minutos virando-os de vez em quando.

Sirva com arroz branco ou com um risoto (arboreo) de legumes (zuchini, aspargos,...).

Dicas importantes:
- O óleo NÃO pode baixar a temperatura. Use sempre uma panela de paredes grossas de alumínio ou ferro fundido e chama alta o tempo todo ou um bom fogareiro.
- Coloque óleo suficiente para cobrir o filé que será fritado.
- O filé deve estar na temperatura ambiente ao ser fritado, nunca gelado. Caso contrário irá endurecer.

Tempo de Preparação: 1/2 Hora
Cozinha: Brasileira
Base: Carne
Prato: Prato Principal
Dificuldade: Médio
FonteDeFirmo
Última Alteração: 3/11/2005
Enviado por: Mario Firmino
Comentarios: Receita divina e não conheço nenhum restaurante que faça!

SORVETE DE BLUEBERRY E GENGIBRE


POR CARLOS LOUREDO
Receita da Chef Monique Benoliel





Quem disse que sorvete não pode ser saudável? Esse aqui é, e além disso é gostoso, funcional, magrinho (sem glúten e lactose) e super fácil de fazer.
Sorvete de Blueberry e gengibre.Ingredientes:2 bananas congeladas1 xícara cheia de blueberries congeladosuma lasca (aproximadamente 2cm) de gengibre ou meia colher de chá gengibre em pó1/4 de xícara de castanhas2 colheres (chá) de suco de limão2-4 colheres de sopa de leite de amêndoas
Modo de Fazer: Em um liquidificador, bata todos os ingredientes em alta velocidade. Comece com 2 colheres de leite de amêndoas e vá vendo se necessita de mais. Você não vai querer colocar muito líquido, se não vira smoothie! Bata até chegar na textura de sorvete.












quinta-feira, 13 de março de 2014

1a FEIJOEDA DA CONFRARIA DA GASTRONOMIA E AMIGOS

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DEMANDA DE TURISTAS PRESSIONA A CIDADE DE CAMPINAS

POR MARCELO OLIVEIRA

matéria de Adriana Leite da RAC


DESPREPARADA

Demanda de turistas para Copa pressiona Campinas

A 100 dias do Mundial, subsede ainda tem obstáculos a superar para receber visitantes

Copa do Mundo, Campinas corre com os preparativos para recepcionar os turistas de lazer. Forte no turismo de negócios, o município agora precisa se ajustar às necessidades de quem vem a passeio.
 
Setores econômicos e governo buscam soluções rápidas para superar os desafios impostos pelo Mundial. Um batalhão de profissionais, como agentes de trânsito e garçons, recebe aulas de inglês.
 
A Prefeitura trabalha em novos folhetos de informações, com voluntários, e também em tecnologias que possam ajudar o viajante.

Especialistas afirmam que foi muito importante para a cidade a hospedagem de duas seleções (Portugal e Nigéria).
 
Porém, a estrutura ainda é deficitária para o atendimento da demanda dos turistas de lazer. Poucas placas de sinalização são bilÍngues.
 
Não há muitas opções de entretenimento e cultura, como museus e casas de espetáculos. O transporte, assim como acontece em todo o País, ainda deixa a desejar perto da qualidade de outros países.
 
Os especialistas vêm ainda problemas na área de telecomunicações. A falta de uma maior articulação para “vender” a região e suas alternativas de passeio é outra falha apontada por profissionais que atuam no setor de turismo.

Mas há muitos pontos positivos em favor da cidade, conforme os especialistas. O empenho em colocar Campinas em uma posição de destaque, mesmo não sendo uma cidade-sede, é relevante para projetar a imagem do município fora do País.
 
A estrutura de atendimento nos hotéis e no polo gastronômico também é um fator que conta pontos para Campinas.
 
O Aeroporto Internacional de Viracopos é o principal vetor de atração de turistas e investimentos no período da Copa.

Entretanto, mesmo o terminal corre contra o tempo para atender à demanda dos viajantes. O novo terminal de passageiros e serviços será inaugurado em maio — um mês antes do Mundial.
 
O prazo foi estabelecido em contrato assinado pela Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o aeroporto, e o governo federal. No terminal, também é realizado um curso intensivo de inglês com a participação de funcionários do aeroporto e terceirizados.
 
Mas muitos profissionais que atuam nos táxis e atendentes nos estabelecimentos comerciais não falam um segundo idioma e nem estão nos cursos. 

Desafios

Os restaurantes mais acessados pelos turistas de negócios apresentam cardápios bilíngues. Contudo, essa regra não é geral na cidade. Os setores de informações da maioria dos shoppings centers também estão se preparando para atender os estrangeiros.
 
O professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Roberto Brito de Carvalho, afirmou que há vários desafios para serem superados.

“O governo municipal e o setor privado têm vários méritos por se organizarem e colocarem Campinas, mesmo sem ser sede, entre as que terão seleções do Mundial. Mas há gargalos como o transporte público, a quantidade de pessoas que fala um segundo idioma e a falta de opções de entretenimento e cultura. O turista não vem apenas para ver a Copa. Ele quer alternativas para explorar o País. Não temos museus ou outras atrações culturais”, comenta.
 
 
 
Estação Cultura é um dos patrimônios de Campinas que não tem sinalização para turistas estrangeiros
Créditos: Janaína Maciel/ ANN
 
 
 
 
 
Carvalho disse que, mesmo precisando melhorar a estrutura para o atendimento ao turista de lazer, Campinas está em uma situação melhor do que outras cidades no Brasil.
 
“Não estamos no patamar ideal. Entretanto, o município recebe muitos turistas de negócios e consegue atender bem na área de hospedagem e no polo gastronômico”, salientou.
 
O professor da PUC-Campinas disse que a articulação entre o setor público e o privado foi relevante também para que medidas fossem tomadas com o objetivo de minimizar as lacunas em estrutura e no atendimento aos turistas estrangeiros.

Carvalho é um dos autores de um livro que analisa o legado do Mundial para o País. O especialista lamentou a grande oportunidade que o Brasil estaria perdendo ao não promover mudanças em infraestrutura e a falta de transparência do uso de dinheiro público.
 
“O legado que o Brasil terá são elefantes brancos (estádios), enormes dívidas e uma infraestrutura que continua precária”, criticou. Ele comentou que o País deveria ter aproveitado melhor o período pré-evento.