sexta-feira, 26 de setembro de 2014

FIM OU INÍCIO DA BOEMIA DE CAMPINAS?

POR CARLOS LOUREDO

FONTE RAC


Fim do último reduto do coração boêmio, Caicó é derrubado

Um dos pontos da resistência da antiga região conhecida como Setor, terreno deve virar centro comercial

07/09/2014 - 05h00 - Atualizado em 07/09/2014 - 13h28 | Delma Medeiros
delma@rac.com.br

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Caicó, Ilustrada, resistência, antiga região, Setor, Cambuí, prédio, funcionava, Bar do Meio, . (Crédito: Cedoc/ RAC)
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Um dos últimos heróis da resistência da antiga boemia da região conhecida como Setor, no Cambuí, o prédio onde funcionava o Caicó, também recebeu sua pá de cal.
 
O grande terreno, que abrigava, nos áureos tempos do Setor, os bares Caicó, Ilustrada e Bar do Meio, está todo murado e com uma placa de "futuras obras" , da Jfonseca Construtora, que não informou o quê exatamente será construído no local.
 
Mas, comentários extra-oficiais dão conta que o local abrigará um pequeno shopping ou um prédio de salas comerciais, coisas bem distintas de seu passado boêmio.
 
Considerando o quadrilátero expandido até a esquina das ruas Coronel Quirino com Benjamin Constant, o Setor somava pelo menos 12 bares. Desses, apenas dois continuam em funcionamento, o pioneiro e emblemático City Bar e o Spaguetti, antigo Scooby.

A relembrar, a partir do Caicó e fazendo o chamado giro do Setor, tinha o Ilustrada - um banho de bar, Bar do Meio (depois Olhar 44), Candeeiro (depois Sentimento), Scooby (hoje Spaguetti), City Bar, Natural, Bacamarte, Paulistinha, Contramão, Zanzibar e Bate-Papinho, famoso pelos caldos quentes que servia madrugada adentro.
 
O Setor reunia boêmios, intelectuais, estudantes. Nada era combinado, como os bares eram muito próximos, todos se encontravam, num ou noutro. Era comum também que a galera se reunisse, fosse informada de alguma festa em república e seguisse em bando para o local. O convite era um mero detalhe.
 
Nelson Camargo Júnior, o Zincão, lembra que abriu o bar homônimo no local onde funcionava sua loja de calçados artesanais, em dezembro de 1983. "Começou como uma sorveteria, com a loja anexa. A história não deu certo, mas ficou um freezer com algumas brahmas. Quando a marca de sorvetes levou o freezer, comprei outro e enchi de cerveja. Vendia seis caixas de cerveja por dia. Era mais gostoso e mais lucrativo que a loja e fiquei só com o bar" , diz Zincão. "Era só uma sala. Na inauguração, os comes e bebes estavam prontos, mas as mesas e cadeiras ainda não tinham chegado. As mesinhas, que eram montadas no jardim, chegaram com os convidados já na casa. O caminhão parou e os próprios clientes se encarregaram de tirar e montar as mesas e cadeiras" , conta Zincão.
 
Depois de algum tempo ele se tornou sócio do Tadeu Costa no Ilustrada. "Toquei os dois bares por alguns meses, depois vendi minha parte do Zincão, que mudou o nome para Caicó." Logo depois Camilo Chagas se juntou à dupla. "Coisa de um ano depois houve uma crise de cerveja. Ficou tudo complicado. Para podermos cobrar mais tínhamos que oferecer algo mais e passamos a ter música ao vivo" , lembra.
 
Além dos grupos fixos, de quarta a domingo, Camilo teve a ideia de trazer músicos de São Paulo no início da semana e criou o projeto Segunda-feira.

Os garçons

Para o fotógrafo Adriano Rosa, que durante o período de aulas, trabalhava como garçom no Ilustrada, os shows forneceram um vasto material, que ele guarda com carinho até hoje.
 
"Mesmo quando não estava trabalhando, ia assistir aos shows e fotografava. Tudo analógico, mas estou escaneando o material. É uma viagem no tempo", comenta.
 
Além de Rosa, vários jornalistas, estudantes na época, foram garçons no Ilustrada, como Marcelo Andriotti e Marcelo Pereira, hoje, respectivamente, editor e editor executivo do Correio Popular; e Marcelo do Canto que trabalha com assessoria.
 
No Ilustrada, durante seu período de garçom, Marcelo do Canto, descobriu sua veia de cantor. Numa brincadeira da faculdade, criou o cantor brega Mário Lúcio.
 
A princípio seria uma apresentação, mas o sucesso foi tanto que ele seguiu fazendo shows com Mário Lúcio e Los Lúcios. E os que não trabalhavam, também "batiam ponto" no Setor.
 
Em plena ditadura militar
 
"Posso dizer que o Setor me forjou - para o bem ou para o mal. Desde os tempos de militância de esquerda, quando muitas das reuniões do movimento estudantil tinham a ousadia de rolar em mesas de botecos, sob os focinhos da repressão - foi no City Bar que nasceu a Associação dos Secundaristas de Campinas (ASC), que viria a ser a semente para o renascimento da União Campineira dos Estudantes Secundaristas (Uces)" , lembra o jornalista Carlos Lemes Pereira, o Carlãozinho.
 
"Mas também tinha o lado melancólico, pela inevitável efemeridade que impera no mundo boêmio. Tive namoros e até casamentos que começaram, chafurdaram e acabaram melancolicamente no Setor", diz Carlãozinho.
 
"Eu costumava brincar que a água com que lavavam nossos tênis na triste hora da saideira, levava também para os bueiros nossas ilusões e egos."

O empresário Roberto Caruso também lembra com carinho daqueles tempos. "Sempre morei no Cambuí e vinha direto ao Setor, frequentava todos os bares. Hoje, o Cambuí continua "o bairro" quando se pensa em barzinhos, mas mudou muito, está tudo espalhado. A lei seca também colaborou para reduzir o movimento nos bares. Sinto saudades daquela época", afirma.

Carlãozinho lembra que haviam brigas no Setor, mas a violência não era tão parte do cenário como hoje. "O mais sério que me lembro é de um garçom do Paulistinha que matou a tiro um morador de rua, o que decretou o fim do boteco. E talvez do Setor Inteiro." 
 
Giro no Setor
 
O giro do Setor em geral começava no City Bar, passava pelo Natural, Paulistinha, Caicó, Ilustrada, Candeeiro e por ai afora. Terminava no Bate-Papinho, com um caldo quente, ou com os garçons do City lavando os pés dos frequentadores mais insistentes. No City, as saideiras eram sempre tomadas do lado de fora, enquanto os funcionários empilhavam as cadeiras para a lavagem do bar.
 
Região dos bares
 
Pelas proximidades do Setor, outros bares foram marcantes na época, como Armazém, na Moraes Salles; Adega dos Arcos e Depois Água Furtada; na Júlio de Mesquita; Metrópolis, na Ferreira Penteado; Luz Del Fuego, na Rua São Pedro; e Café de La Recoleta, na sala Carlos Gomes do Centro de Convivência Cultural.
 
Devido à proximidade do teatro do Centro de Convivência Cultural e aos tipos excêntricos que frequentavam o pedaço, a região dos bares começou a ser chamada de Broadway. Inconformado com a "colonização", o publicitário Darius Augustus Corbett, o Guto Corbett, passou a chamá-la de Setor. Entre suas várias atividades, Guto fornecia jogos americanos de papel para bares e restaurantes do Cambuí e aproveitou a produção para divulgar a ideia. A brasilidade venceu. Poucos lembram da Broadway, mas quem viveu o período jamais se esquece do Setor.
 
Nomes de peso no Setor
 
A ideia surgiu meio na brincadeira. Camilo Chagas foi a São Paulo assistir um show do Arrigo Barnabé, no auge da chamada Vanguarda Paulistana. Depois da apresentação foi falar com ele e comentou que pensava em convidar músicos paulistanos para apresentações em Campinas no começo da semana.
 
Arrigo gostou da ideia e já marcaram o primeiro show. Ele também passou contatos de outros músicos da Vanguarda e o Projeto Segunda-feira se tornou um sucesso.
 
Se apresentaram no projeto nomes como Cida Moreira, Vânia Bastos, Paçoca, Tom Zé, Fortuna, Walter Franco, Jards Macalé, Capenga, Celso Adolfo, Paulinho Nogueira, Vital Farias; além dos sambistas Aniceto do Império, Nelson Sargento, Geraldo Filme e Boca Nervosa.
 
Da prata da terra, passaram por lá os grupos Soma, Bons Tempos, Coral Latex, Pezão, Ding Dong, Raul de Barros, Montone, Sergio Carraca, Zeza Amaral, Doc Miranda, Kastora, Ricardo Matsuda, Isa Taube, Chiquinho do Pandeiro, Tatiana Rocha, Carô, Marcílio Menezes, Bruno Assunção, Alex Guidice e muitos outros.
 
Os grupos que se apresentavam com regularidade renderam dois LPs do bar: o Ilustrada volume 1, de MPB, com músicas autorais; e o volume 2, da fase roqueira do bar.
 
"Foi uma época de ouro da boemia campineira. Hoje não tem mais essa aura boêmia. A música popular perdeu muito com o fim desses bares", lamenta Camilo Chagas. O Ilustrada se manteve na ativa até 1995. "Fechei porque o dono do prédio pediu o imóvel."
 
Tomá na Banda
 
A Tomá na Banda, a pioneira das bandas modernas, já não tão nova assim - completa 30 anos de desfile em 2015 - saiu pela primeira vez meio no susto.
 
"A inspiração foi a Banda de Ipanema, no Rio. O Carnaval de Campinas sempre foi muito irregular e ficamos pensando em como melhorar a coisa. Ai surgiu a ideia de criar a banda. Dez anos depois, surgiu a City Banda, as duas que ainda permanecem", lembra Camilo Chagas.
 
O fotógrafo Carlos Bassan, que já era profissional da imprensa e frequentador assíduo do Setor, também registrou imagens que hoje evocam saudade. Das muitas histórias que têm para contar, Bassan lembra de quando "raptou", a rainha da Tomá na Banda.
 
"Acho que foi no segundo ano do desfile. Eu sequestrei a Rainha da Tomá na Banda. O Camilo ficou louco da vida comigo. Levei a rainha de volta com uma hora de atraso. E o bloco pode sair com uma mulata de cair o queixo. Mas o que fiz com ela durante o sequestro não conto para ninguém", provoca. Já Carlãozinho entrega que foi um "rapto" até inocente. Ela ficou tomando cerveja com eles no City Bar e perdeu a hora do desfile, até ser "resgatada" pelo pessoal do bloco.
 

SEGREDOS DE ALGUMAS FRANQUIAS

Por Carlos Louredo

Fonte Revista Exame

Os segredos do maior franqueado da Pizza Hut no Brasil

Jorge Aguirre administra mais de 30 franquias da Pizza Hut em São Paulo e faz parte do conselho mundial da marca


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quase metade das inaugurações de shoppings é adiada

Quase metade das inaugurações de shoppings é adiada

Desaceleração do nível de consumo dos brasileiros, atrasos de obras e falta de mão de obra são motivos apontados. Setor diz que não há crise


Mario Proenca/Bloomberg
Shopping operado pela Sonae em Portugal
Shopping center: empresários mais cautelosos frente a uma economia mais fraca
São Paulo - O baixo crescimento da economia brasileira, com inflação alta e crédito mais caro, impactou os níveis de consumo da população e aumentou o clima de cautela entre empresários do segmento de shopping centers.

Diante desse cenário, quase metade das inaugurações previstas para este ano acabou postergada.

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) anunciou em janeiro a expectativa de abertura de 43 empreendimentos no ano, mas diminuiu a projeção para 24, o equivalente a apenas 56% do total.
Dentre as 43 unidades previstas, nove já estão em funcionamento, 15 planejam erguer as portas até dezembro e 19 ficaram para 2015 ou 2016. Não houve cancelamentos.
O volume de projetos postergados neste ano é proporcionalmente maior que no ano passado. Em 2013, a Abrasce previa 46 inaugurações, das quais 38 ocorreram de fato, ou 83% do total. Vale lembrar que 2013 teve o número recorde e empreendimentos inaugurados.
Para o presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, os adiamentos são comuns e não há crise no setor. "Muitas vezes, ocorrem atrasos nas obras ou na obtenção de licença. E também falta mão de obra de boa qualidade", explicou.
Veiga também negou falta de lojistas para ocupar todos os espaços disponíveis nos shopping centers.
Segundo ele, a escassez de lojistas foi vista apenas em poucas cidades onde há mais de um shopping sendo desenvolvido, gerando uma oferta de espaços maior do que a demanda de comerciantes. "Isso é pontual. A vacância no setor está abaixo de 3%", argumentou.
O presidente da associação acrescentou que as vendas dos shoppings já se recuperaram após o período de Copa do Mundo, quando houve uma debandada de consumidores.
Além disso, a previsão de alta no faturamento do setor em 2014 está mantida em torno de 8,0%, assim como o anunciado pela associação no começo do ano.
Varejo e concorrência
Na avaliação de André Accetturi, gerente de Capital Markets da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield, o setor não está em crise, mas os empresários e investidores têm pensando mais antes de apostar em novos empreendimentos.
"O adiamento de projetos é algo natural no setor. O cenário é de cautela, mas não está ruim no todo", afirmou.
Accetturi avaliou também que há uma ruptura entre o ritmo de expansão das operadoras de shopping centers e do varejo. "O fôlego de crescimento do varejo é menor", disse.
Ele lembrou que os empreendedores de pequeno e médio porte sofrem com a falta de linhas bancárias e são mais suscetíveis à piora do quadro econômico nacional e à queda na demanda de consumidores.
Esses fatores têm impacto direto nos planos de expansão no número de lojas, ao contrário das grandes redes varejistas, com maior capacidade de alavancagem.
Apesar dessa limitação, ele disse não acreditar que as operadoras de shopping centers já estejam sofrendo com a falta de inquilinos.
"Os bons empreendimentos continuam tendo muita procura. Até porque muitas marcas internacionais têm chegado ao mercado brasileiro", comentou.
Já na opinião de Edoardo Dalla Fina, gerente de avaliação e consultoria da Colliers, há, sim, escassez de pequenos e médios varejistas.
"Os donos de shoppings têm dificuldade de colocar lojistas, o que é muito influenciado pela queda no consumo e pelas dificuldades dos pequenos lojistas realizarem um investimento", afirmou.
Dalla Fina acrescentou que o menor número de inaugurações de shoppings neste ano reflete a maior demora dos empreendimentos novos para atingirem seus níveis ótimos de ocupação e vendas.
"Antes isso levava de três a cinco anos. Agora temos visto essa curva mudar para cinco a sete anos", disse.
O motivo, segundo ele, é o aumento da concorrência entre os shoppings. Até algum tempo atrás, muitos desses empreendimentos reinavam sozinhos nas suas cidades, bairros ou regiões, mas de uns anos pra cá passaram a dividir consumidores com novas unidades.
A tendência para o médio prazo, na opinião do consultor da Colliers, é que as operadoras prefiram expandir os shoppings que já estão em funcionamento e têm mostrado bons resultados em vez de apostar em erguer novos projetos a partir do zero.
Em um ambiente econômico mais desafiador, a preferência deverá ser pela diminuição dos riscos.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

BUILD A BURGER

POR CARLOS LOUREDO

FONTE REVISTA EXAME


McDonald’s expande projeto "construa seu hambúrguer"

Rede quer expandir a experiência do faça seu próprio hambúrguer para recuperar crescimento das vendas



McDonald’s, que está sendo realizada em quatro restaurantes do sul da Califórnia, poderá chegar a muito mais lojas em um momento em que a rede busca deixar para trás a pior queda nas vendas em uma década.
O teste, que permite que os clientes escolham recheios para o hambúrguer, como pimenta-jalapenho e tirinhas de tortilha, em uma tela sensível ao toque, será levado a mais mercados dependendo do resultado do teste, disse Lisa McComb, porta-voz do McDonald’s.
O programa foi iniciado no ano passado em um restaurante do Condado de Orange e depois expandido para mais três McDonald’s em agosto.
A maior rede de hamburguerias do mundo, que durante anos evitou a personalização e favoreceu a velocidade e a eficiência, agora está procurando se recuperar do prejuízo com os chamados restaurantes fast-casual.
A geração Y está migrando para lugares como Chipotle Mexican Grill Inc. e Potbelly em busca de ingredientes frescos e da capacidade de fazer seus pedidos.
Nos EUA no ano passado, as vendas do McDonald’s nas lojas consolidadas caíram 0,2 por cento, enquanto as da Chipotle subiram 5,6 por cento e as da rede de sanduíches Potbelly aumentaram 1,5 por cento.
“As vendas do McDonald’s estão em queda, por isso eles estão buscando outra forma de gerar receita e de atingir um público diferente”, disse Joel Cohen, presidente da Cohen Restaurant Marketing Group em Raleigh, Carolina do Norte, EUA.
Na semana passada, o McDonald’s registrou sua pior queda nas vendas nas lojas consolidadas desde 2003, prejudicadas pela demanda lenta nos EUA e também por causa do medo em relação à segurança alimentar em uma fornecedora da China.
As vendas nas lojas abertas há pelo menos 13 meses caíram 3,7 por cento em agosto, disse a empresa com sede em Oak Brook, Illinois, EUA, em um comunicado. Os analistas haviam estimado uma queda de 3,1 por cento.
Linha de serviço
No Chipotle os clientes caminham por uma linha de atendimento e podem adicionar feijão carioca ou preto, molho de tomate e milho, queijo, alface e creme azedo em seus burritos.
O Potbelly permite também que os clientes façam suas escolhas dentro de uma linha de recheios, como pimentas, tomate e azeite.
No Five Guys, os clientes podem rechear seus sanduíches com cogumelos grelhados, pimentão verde, relish de pepino e molho apimentado.
Isso não acontece no McDonald’s, onde os clientes fazem pedidos dentro de um menu estabelecido e os cheeseburgers vêm recheados com o padrão: queijo processado, picles, cebola picada, ketchup e mostarda.
No teste do faça seu hambúrguer, há 22 opções de recheio, incluindo guacamole, bacon, cebolas grelhadas, tirinhas de tortilha apimentadas e maionese picante.
Cozinhas lentas
A ideia derruba aquilo pelo qual os restaurantes fast-food são conhecidos: alimentos feitos em série, de forma realmente rápida. Os primeiros esforços para oferecer mais escolhas não foram muito bem-sucedidos.
O McDonald’s e rivais como o Burger King Worldwide atolaram suas cozinhas e tornaram o serviço mais lento introduzindo muitos novos itens muito rapidamente.
O CEO do McDonald’s, Don Thompson, sabe disso. A empresa está “racionalizando” suas ofertas de alimentos para reduzir a complexidade e acelerar o serviço, disse ele durante uma conferência de lucros, em julho.
O Burger King disse a mesma coisa: está focado na introdução de menos itens novos para tornar as cozinhas mais rápidas.
Testar novos alimentos é algo importante para o McDonald’s, que tem mais de 14.200 estabelecimentos apenas nos EUA. Alguns itens podem levar quatro anos ou mais para serem desenvolvidos internamente.
Eles precisam passar por múltiplos testes e receber o selo de aprovação executivo antes de serem lançados nacionalmente nos EUA.
É cedo demais para dizer se o conceito do “faça seu hambúrguer” funcionará nacionalmente nos EUA, disse McComb.
“É um teste, então muita coisa pode mudar”, disse ela.

25 MELHORES FRANQUIAS DO ANO

POR CARLOS LOUREDO

FONTE REVISTA ÉPOCA


CONSULTORIA ELEGE AS 25 MELHORES FRANQUIAS DO ANO

5ÀSEC, BOB'S, IMAGINARIUM E O BOTICÁRIO ESTÃO ENTRE AS GANHADORAS

Empresas vencedoras são homenageadas pela consultoria (Foto: Divulgação)
Nesta terça-feira (16/09), o Grupo Bittencourt, especializado em consultoria empresarial, anunciou as empresas vencedoras da segunda edição de sua lista das 25 melhores franquias brasileiras. A homenagem aconteceu durante o 5º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias de Negócios.
Segundo a consultoria, a escolha se baseou na inovação de cada uma das companhias. As premiadas foram: 5àSec, Alphagraphics, Chopp Brahma Express (Ambev), Bob´s, Casa do CONSTRUTOR, Chilli Beans, China in Box, Clube Turismo, CNA, Espetinhos Mimi, Giraffas, Grilleto, Morana (Grupo Ornatus), Havaianas, Home Angels, Imaginarium, Localiza, Multicoisas, O Boticário, On Byte, Ortodontic Center, Óticas Carol, Preparo Cursos, Rei do Mate e Uptime Consultants.
“O franchising no Brasil continua crescendo e com ele o nível de maturidade das empresas que dele fazem parte”, afirma Claudia Bittencourt, sócia e diretora geral do Grupo Bittencourt, em comunicado. “Como desenvolver a rede e manter seus franqueados motivados e gerando resultado? Certamente não é fazendo mais do mesmo, mas, sim, formando um processo de inovação permanente, seja em modelo de negócio, produtos, serviços, atendimento ao cliente ou ações de marketing que incrementam resultados.”
A seleção foi feita em duas etapas, que envolveram um questionário online e a avaliação por um comitê técnico. Fatores como formalização de processos para inovação, envolvimento de funcionários da companhia, recursos disponíveis, e os desafios enfrentados pela empresa foram considerados na hora da escolha. De acordo com a consultoria, o objetivo do processo é identificar empresas que “fazem diferente e que buscam ter em seu DNA a cultura de buscar o novo”.