quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PESQUISA APONTA QUALIDADE AO INVE´S DE PREÇO PELOS EMPRESÁRIOS DE ALIMENTAÇÃO

POR CARLOS LOUREDO

FONTE MAXXPRESS

As Reais Necessidades do Universo da Alimentação Fora do Lar, pesquisa inédita foi apresentada no primeiro dia da EQUIPOTEL SÃO PAULO, maior feira de Hospedagem, Alimentação e Serviços da América Latina. Evento acontece até dia 18, em São Paulo

No mercado de food service, as empresas que atuam no setor estão cada vez mais preocupadas com a qualidade em vez de preço. É o que aponta uma pesquisa inédita encomendada pela EQUIPOTEL SÃO PAULO, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, para entender as especificações e as necessidades do segmento. Segundo os dados coletados, 64% buscam qualidade, 27% preço e 9% estão atrás de prazo de pagamento. A pesquisa foi apresentada ontem, 15, primeiro dia da Feira de Hospedagem, Alimentação e Serviços, a maior do setor da América Latina, que acontece até dia 18, no Anhembi, em São Paulo.

A pesquisa As Reais Necessidade do Universo da Alimentação Fora do Lar, realizada durante dois meses, por meio de entrevista pessoal, pela ECD Food Service - empresa especializada em pesquisas e consultorias no mercado de food service -, foi apresentada por Enzo Donna, diretor da empresa, com 106 estabelecimentos referenciais nas quatro principais capitais do setor: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Curitiba. "Essa pesquisa foi realizada pela primeira vez no Brasil e trouxe dados que são interessantes para o mercado. 

Com o crescimento do setor, há necessidades que até então não havíamos atentado e a pesquisa ajuda a entender um pouco mais sobre isso. Nosso objetivo era identificar em estabelecimentos referenciais as principais demandas e necessidades dos segmentos do mercado de food service", disse Enzo Donna.

Foram entrevistados 106 estabelecimentos, sendo 50 em São Paulo (SP), 27 no Rio de Janeiro (RJ), 11 em Recife (PE) e 18 em Curitiba (PR). A pesquisa foi separada por tipo como proteínas, laticínios, mercearia seca, mercearia líquida, bebidas (alcóolicas e não alcóolicas) e outros (batata, bolinho, salgado, mandioca, vegetais congelados e sobremesas prontas). "É um mercado que movimenta 274 bilhões por ano, então merece toda atenção, é preciso entender as suas necessidades. As entrevistas foram feitas com 85% de compradores, 14% com proprietários e 1% de chefs de cozinha", explicou Donna. 

A pesquisa aponta, no ranking geral, que 29% dos estabelecimentos estão preocupados com a qualidade, 22% com preço, 19% com prazo de pagamento e 15% com prazo de entrega e 15% com marca. "Alguns dados chamaram bastante atenção, como o modo que são feitas as compras. Atualmente, entre 32% a 39% as realizam por telefone. Há também uma busca pela mão-de-obra qualificada, preocupados em oferecer bons serviços", atenta Donna.

O estudo revelou ainda dados e situações interessantes, valendo destaque para preocupação atual dos proprietários em colocar "ordem na casa", ou seja, preparar seus estabelecimentos para aumentar produtividade e rentabilidade. Com crescimento de 8% estimado para 2013, abaixo dos números dos últimos anos, a preocupação maior é atenção em melhorar seus negócios frente às previsões negativas do desempenho da economia brasileira para o próximo ano, denotando a confiança dos players do setor food service.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

FRANQUIAS BRASILEIRAS SÃO SUCESSO NO EXTERIOR

POR CARLOS LOUREDO

FONTE REVISTA EXAME

Franquias brasileiras buscam o mercado internacional

Cerca de 121 redes nacionais já montaram unidades em outros países, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising

Erica Ribeiroeribeiro@brasileconomico.com.br
Maioria das empresas inicia sua expansão internacional em mercados da América do Sul. Europa e África aparecem em segundo lugar, segundo Sherban Cretoiu da Dom Cabral
Foto:  Divulgação
As franquias brasileiras já fazem sucesso no exterior. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), em 2013, 4,8% das redes nacionais — o equivalente a 121 marcas — montaram franquias em outros países. O apetite pela internacionalização continua. Hoje, a ABF Rio e representantes do estado norte-americano do Texas vão apresentar a franqueados interessados em internacionalizar suas marcas a possibilidade de abrir unidades na cidade de Edinburg. Rio Grande Valley é a região do Texas onde se localiza o La Plaza Mall, o shopping de maior volume de vendas por metro quadrado de todos os Estados Unidos. Ainda durante o encontro, será traçado um panorama atual das marcas brasileiras de franchising no mercado internacional.
Estudo da Fundação Dom Cabral (FDC), mostra as franquias brasileiras mais internacionalizadas, com base em dados sobre unidades, receita de royalties e taxas e receita de vendas de produtos franqueados no exterior em relação ao desempenho total desses mesmos dados no Brasil. No topo da lista está a Localiza, com um índice de internacionalização de 9,4%, seguida da Mundo Verde (3,6%) e DepylAction (2%). A Localiza também é a franquia com presença em mais países (8) e com o maior índice de unidades franqueadas (24,9%). Sherban Leonardo Cretoiu, coordenador da pesquisa, diz que a maioria das empresas inicia sua expansão internacional em mercados da América do Sul. Europa e África aparecem em segundo lugar. “A internacionalização de franquias brasileiras é crescente e se revela uma estratégia interessante para a expansão de negócios e o fortalecimento e posicionamento de marca. Acreditamos que o processo de internacionalização de franquias e marcas brasileiras vai continuar em função da curva de experiência e estratégias de expansão internacional das próprias empresas, de oportunidades e visibilidade do Brasil resultantes de eventos esportivos, e da projeção internacional do nosso país.”
SOLUÇÕES & OPORTUNIDADES
■ Malhação é um bom negócio para pequenas empresas. Segundo levantamento do Sebrae, das 21.760 academias existentes no país, 99,75% são micro ou pequenas. São Paulo é o campeão nacional em número de academias com 6.349 empreendimentos. Já Minas Gerais tem um número de empresas maior que o Rio de Janeiro – 2.294 contra 1.969 respectivamente. O segmento movimenta cerca de R$ 2,45 bilhões por ano e cresceu 29% de 2010 a 2013, com a criação de 4.948 novos negócios.
■ O programa Shell Iniciativa Jovem, há 14 anos voltado para projetos de empreendedorismo, comemora mais um avanço de suas “crias”: as empresas Akdminha e Webmoment, beneficiadas pelo programa, se preparam para participar da TechCrunch, uma das maiores feiras de empreendedorismo do mundo. Akdminha e Webmoment irão expor para investidores estrangeiros, participar de sessão de networking no Consulado Brasileiro em São Francisco e conhecer empresas como Google e AirBnB, entre outras atividades. A missão tem o apoio do Sebrae-RJ.
Ateliermix terá mais 20 lojas em 2014
A rede de franquias gaúcha Ateliermix, marca jovem de calçados do Grupo Paquetá, com 42 lojas em 15 estados, vai inaugurar mais 20 franquias até o fim deste ano. Entre as cidades que vão receber uma filial estão Araxá (MG), São Carlos (SP) e capitais como João Pessoa (PB), Teresina (PI) e Brasília (DF).
Creperia aposta em consolidação no Rio
A rede de lojas de crepes Crepelocks aposta na participação na Expo Franchising ABF Rio 2014, em setembro, para fechar mais cinco contratos de franquias. Com oito lojas em operação, todas no Rio, a meta é consolidar a marca no estado e chegar a 13 filiais ainda este ano. A partir de 2015, o plano 
é abrir de dez a 12 unidades por ano.
Astral busca mais contratos em feira
A Astral Saúde Ambiental, empresa de controle de vetores e pragas urbanas, espera fechar mais dez contratos de franquia em sua participação na Expo Franchising ABF-Rio 2014. Hoje, são 60 unidades em 18 estados Brasileiros e no Distrito Federal.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

SÃO PAULO TEM 700 PONTOS DE FOOD TRUCKS

POR CARLOS LOUREDO
FONTE VEJA SÃO PAULO

CIDADE


Prefeitura divulga cerca de 700 pontos de venda para food trucks

Com a publicação de editais no Diário Oficial da cidade na sexta (6), interessados em vender comida na rua podem iniciar o processo de obtenção de autorização

6.jun.2014 por Sophia Braun
Sinal verde para a comida de rua: a partir desta sexta (6), interessados em comercializar alimentos em vias públicas da capital podem requisitar a autorização para atuar dentro da lei. A publicação de editais no Diário Oficial dá a largada para donos de barracas, tabuleiros e food trucks disputarem os quase 700 pontos, em toda a cidade, disponibilizados pela prefeitura.

Entre os endereços contemplados por essa primeira resolução estão a Avenida Júlio Buono, na Zona Norte; a Avenida Jabaquara, na Zona Sul; a Avenida Giovanni Gronchi, Zona Oeste; e a Rua Salvador Gianetti, na Zona Leste. A subprefeitura de Pinheiros, por exemplo, vai permitir pontos de café da manhã em estaçõs de trens da CPTM como Hebraica-Rebouças, Cidade Universitária e Cidade Jardim.
Para pleitear um Termo de Permissão de Uso (TPU), é preciso fazer a solicitação à subprefeitura que compreende o local pretendido. Os comerciantes (apenas pessoas jurídicas ou microempresários) devem cumprir o prazo de quinze dias para apresentar a documentação necessária e indicar o ponto desejado especificando rua, número, bairro e CEP, além de anexar uma foto do espaço.
Caso o pedido seja aprovado, um documento prévio permitindo a atividade deverá ser expedido em até cinco dias úteis. O ambulante precisa se cadastrar na Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) e, uma vez adequado às exigências da Vigilância Sanitária, receberá o TPU em mais cinco dias. A Covisa ficará responsável em inspecionar os comerciantes.

DECRETO
No início de maio, o prefeito Fernando Haddad assinou o decreto que regulamenta a venda de comida nas ruas de São Paulo. As regras prevêem o comércio de qualquer tipo de alimento, tanto fresco quanto industrializado, em ruas, calçadas, largos, praças e parques da capital.
Podem operar de acordo com as normas legais veículos automotores (os food trucks) com comprimento e largura máximos de 6,30 metros e 2,20 metros, respectivamente; carrinhos ou tabuleiros com área de até 1 metro quadrado; e barracas desmontáveis de, no máximo, 4 metros quadrados. Não é permitido vender bebida alcoólica.
O preço da licença deverá corresponder a 10% do valor venal do metro quadrado do quarteirão onde o negócio estiver instalado, tomando-se como base a área utilizada. O custo mínimo será de 192,65 reais por ano.
PONTOS DE VENDA
Confira quantos espaços cada subprefeitura disponibilizou

  • Aricanduva/Formosa/Carrão: 25 pontos
  • Butantã: 29 pontos
  • Campo Limpo: não divulgado
  • Casa Verde/Cachoeirinha: 21 pontos
  • Cidade Ademar: 40 pontos
  • Cidade Tiradentes: 30 pontos
  • Ermelino Matarazzo: 5 pontos
  • Freguesia do Ó/ Brasilândia: 12 pontos
  • Guaianases: 19 pontos
  • Ipiranga: 36 pontos
  • Itaquera: não divulgado
  • Jabaquara: 26 pontos
  • Jaçanã/Tremembé: 20 pontos
  • Lapa: 24 pontos
  • M'boi Mirim: não divulgado
  • Mooca: 42 pontos
  • Parelheiros: 2 pontos
  • Penha: 62 pontos
  • Perus: 15 pontos
  • Pinheiros: 25 pontos
  • Pirituba/Jaraguá: 23 pontos
  • Santana/Tucuruvi: não divulgado
  • Santo Amaro: 33 pontos
  • São Mateus: 23 pontos
  • São Miguel: 49 pontos
  • Sé: não divulgado
  • Capela do Socorro: 41 pontos
  • Vila Maria/Vila Guilherme: 19 pontos
  • Vila Mariana: 30 pontos
  • Vila Prudente: 27 pontos
  • Sapopemba: 16 pontos

COMIDA DE RUA

POR CARLOS LOUREDO 
FONTE VEJA SÃO PAULO

COMIDA DE RUA

Food Park reúne trucks, trailers e barracas de comidinhas no Butantã

Com capacidade para até 25 expositores, o espaço abre diariamente e tem pratos de até 25 reais

20.mai.2014 | Atualizada em 2.jun.2014 por Mariana Oliveira
Dos mesmos produtores da Feirinha Gastronômica e do Chefs na Rua, oButantan Food Park, inaugurado nesta terça (20), reúne o mesmo conceito de comida de rua em um único espaço. O antigo estacionamento na Rua Agostinho Cantu, 47, no Butantã, virou palco para trucks, trailers e barracas servirem comidas e bebidas por até 25 reais, e estava bem cheio, com público de 2 000 pessoas.
Com 1 400 metros quadrados e capacidade para até 25 expositores, a novidade organizada como uma praça de alimentação funciona todos os dias com opções rotativas de quitutes. De segunda a quarta, abre às 11h e segue até as 16h. Já de quinta a sábado, o horário se estende até as 22h. No domingo, fecha duas horas mais cedo, às 20h.
Próximo a alguns prédios comerciais, o espaço recebeu muitos funcionários de empresas da região durante a inauguração. As advogadas Ligia Almeida, Natascha Atábile e Katia Ichiba foram almoçar por lá e provaram os sanduíches de pernil e salmão do 13 Truck e as massas do Ateliê das Massas by Grupo Bello Bello. Para as amigas, a única ressalva é contra a falta a de alimentos "saudáveis". "Não para comer lanche todos os dias. Faltam opções mais equilibradas", explicou Natascha.
        Butantan Food Park: mesas espalhadas pelo espaço
Butantan Food Park: mesas espalhadas pelo espaço
 
(Foto: 
Lucas Lima
)
De acordo com a KQI produções, empresa responsável pelo Food Park, novidades devem entrar em cartaz semanalmente e a busca por cardápios mais naturais também faz parte da proposta. Segundo o produtor Maurício Schuartz, o projeto segue o processo de melhorar o bairro do Butantã. "Ao ocuparmos o espaço, também estamos fazendo uma forma de revitalização. O estacionamento era um local degradado e nós passamos a ocupá-lo de maneira gostosa"
A partir do dia 8 de junho o espaço recebe a Feirinha Gastronômica aos domingos. O evento que acontecia na Praça Benedito Calixto fica no Food Park até o final de julho. Com a mudança de endereço, a feira comporta quatro vezes mais público, mas deve manter os mesmos 34 expositores.

terça-feira, 22 de julho de 2014

CAMPINAS MUDA COM A CULTURA GASTRONÔMICA...

POR CARLOS LOUREDO

A vida de Campinas esta mudando. Eventos como estes alteram a nossa cultura, nossa forma de agir, de se relacionar, de pensar, nos faz refletir as coisas boas que existem, nos faz sair de nossa caverna moderna e ganhar a liberdade. Qual o preco dessa felicidade? Quanto custou para cada um esse domingo? Quem nao ficou feliz com esse momento? Por que fazemos diferente? O que falta para termos mais calor social?
A tecnologia ficou de lado e operamos com mais sangue e carne , com mais sorrisos e abracos... Quantos abracos foram dados ontem na praca? 20 mil? E sorrisos? Festa e coisa de gente feliz... Na minha terra este tipo de festa fazemos nas comunidades para que no dia seguinte utilizamos o facebook do asfalto para contar como foi. Vale mais uma destas ainda esse ano no dia da Padroeira desta cidade Maracampinosa, so que em dois dias como falou uma das ultimas a saborear o ar natural e puro de Carlos Gomes... dois dias é mais felicidade no quintal de Campinas e dara mais tempo para comermos de tudo um pouco que esses chefs tem para oferecer. Quem fez? Quem pensou? Quem realizou? Nao importa. O que importa é que gostamos e conseguimos mostrar para o mundo que sabemos fazer festa boa, com boa comida, com pessoas sorrindo e com uma qualidade que só Campinas sabe fazer. Valeu Prefeitura em ter nos apoiado com a Cultura e com o Turismo, que empenho de cada um! Valeu a ideia de 4 simples jornalistas que confiaram no momento oportuno de oferecer esse evento, valeu o Convention por ter colocado disposicao e coragem para fazer, valeu os patrocinadores que acreditam nas ideias e acões, valeu nosso Maestro, meu xará, por ter emprestado seu palco, valeram os grandes chefs que sem eles nao acontecem o evento, valeu toda a populacao que criticou mas aprovou a acão mas exigiu: queremos de novo e compareceremos em peso.
Um recado para o mundo: Nós em Campinas sabemos unir o poder publico, as empresas, a midia, as entidades para presentear uma unica personalidade, os moradores de Campinas!
...ta com inveja ? Beijo no ombro Brasil a gente ensina vocēs a serem felizes... Até dezembro !

INTERIOR O TURBO DO CRESCIMENTO BRASILEIRO

FONTE MAXPRESS
POR MARCELO OLIVEIRA

Famílias de classe média e afluente de cidades do interior do Brasil formarão um mercado de mais de US$ 600 bilhões em 2020 e representarão mais da metade do crescimento de consumo até lá. No entanto, apenas algumas empresas estão posicionadas para capturar essa oportunidade, de acordo com o estudo do The Boston Consulting Group (BCG).
As famílias de classe média e afluente das cidades do interior do Brasil serão os principais drivers de crescimento em diversas categorias de consumo no país. Esses consumidores irão representar um mercado de mais de US$ 600 bilhões em 2020, mais da metade do crescimento do consumo no país até lá. No entanto, poucas empresas estão preparadas para aproveitar essas oportunidades, de acordo com estudo do The Boston Consulting Group (BCG).
Segundo o estudo Brazil’s Next Consumer Frontier: Capturing Growth in the Rising Interior, as cidades do interior do país serão responsáveis ??por cerca de metade do consumo das famílias de classe média e afluente, ou aproximadamente US$ 130 bilhões em gastos adicionais, até o fim desta década. Esses consumidores serão fontes importantes de crescimento em setores relevantes como automotivo, vestuário e serviços financeiros.
Embora essas famílias de classe média e afluente do interior tenham aproximadamente 20% a mais de renda disponível do que em grandes cidades do Brasil, elas consomem muito menos em certas categorias. As famílias do interior gastam 19% a menos quando se trata de serviços de telefonia celular pós-paga e cerca de metade a menos em viagens aéreas, por exemplo. Estas lacunas decorrem de falhas no atendimento a este mercado.
Os resultados do estudo são baseados em uma pesquisa com mais de 3.600 pessoas de famílias de classe média e afluente nas capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior de todas as regiões do Brasil.
“O mercado no interior no país oferece algumas das mais ricas oportunidades de crescimento do mundo em bens e serviços de consumo", afirma Olavo Cunha, sócio do BCG responsável pelas práticas de Bens de Consumo e de Marketing e Vendas no Brasil e coautor do estudo. "No entanto, esse mercado ainda não é amplamente atendido por empresas nacionais e estrangeiras, cuja gestão ainda tende a investir mais em cidades grandes ou mais desenvolvidas.”
De acordo com o estudo, a falta de acesso aos pontos de venda é uma das razões dos consumidores no interior gastarem consideravelmente menos em determinados tipos de produtos. Cerca de 1.400 cidades do interior com mais de 5 mil famílias não têm a presença de supermercados que pertencem a cadeia dos 20 maiores do Brasil. Quase 5.500 cidades não têm agências bancárias exclusivamente dedicadas a oferecer serviços financeiros aos clientes mais ricos, apesar do segmento premium no setor bancário ter crescido muito mais rapidamente nessas cidades do que em cidades maiores. E 60 de 98 cidades do interior com mais de 5 mil famílias não têm concessionárias de carros de luxo.
“A presença de lojas físicas é especialmente importante no interior do Brasil, porque os consumidores preferem ir até o local, tocar e sentir os produtos antes de fazer as compras”, destacou Olavo Cunha.
A pesquisa apontou que infraestrutura inadequada e as diferenças no comportamento do consumidor também dificultam a penetração de algumas empresas nesses mercados. Um exemplo é que consumidores do interior viajam menos de avião do que os que vivem em grandes cidades. O principal motivo para isso é que os aeroportos estão muito longe e existem poucos voos para destinos desejados por eles. Além disso, os consumidores do interior preferem passar o tempo de lazer em casa do que viajar para alguma localidade no país ou no exterior.
Outro fato constado pela pesquisa é que as famílias do interior são mais hesitantes em comprar produtos pela Internet, porque as entregas para essas localidades levam um tempo grande e, caso haja algum problema, é difícil de obter reembolso.
“Para se tornar líder no mercado no interior, a maioria das empresas deve aumentar substancialmente sua presença física e online", disse Masao Ukon, sócio do BCG e coautor do estudo. “Elas também precisam fazer um trabalho melhor para se adaptar as necessidades dos consumidores e seus padrões de consumo."
Além da expansão do alcance das empresas de varejo no Brasil, os autores do estudo recomendam que as empresas desenvolvam fortes campanhas de marketing local, fortalecer seus canais eletrônicos e desenvolver modelos de negócios inovadores para atingir realmente as necessidades desses consumidores, que possuem padrões de consumo, gastos e atitudes diferentes dos consumidores das grandes cidades.
“A maioria das empresas precisa ter uma compreensão mais profunda de qual é o comportamento do consumidor nas cidades do interior. Eles têm um padrão de consumo diferente daqueles que moram nas capitais”, afirmou André Xavier, sócio do BCG, que lidera prática de Instituições Financeiras no Brasil na consultoria.
O estudo também afirma que uma abordagem lenta das empresas para expandir seus negócios no interior do Brasil será insuficiente. "Milhões de famílias de classe média e afluente já representam um mercado crucial, e elas podem formar laços de fidelidade com a marca que provavelmente irá perdurar por muitos anos", disse Cunha, que lidera a prática de Consumo no Brasil. “O tempo para estabelecer uma presença de liderança é agora.".
Uma cópia do estudo completa pode ser baixada em www.bcgperspectives.com.