terça-feira, 22 de abril de 2014

LANÇAMENTO DO CAFÉ PARA COMER

"Café para Comer" é lançado ao segmento hoteleiro
 
Fabricante de Coffee Beans, a indústria SPA firma parceria exclusiva com a Harus Alimentos –divisão da Harus Amenities- para representar e distribuir o cafezinho comestível brasileiro em redes de hotéis, resorts e motéis de todo País
Mais uma vez o Brasil sai à frente e se destaca com o “café para comer” -Coffee Beans-, o primeiro e único cafezinho comestível, que é nacional. Depois de conquistar mais de 2 mil pontos de vendas do pequeno e grande varejo nas principais capitais brasileiras em pouco mais de um ano após seu lançamento para o mercado gastronômico e food service, o produto é apresentado também como uma inovação aos segmentos hoteleiro e moteleiro do País.

Coffee Beans é um confeito de café, foi criado e patenteado pela capixaba SPA, que atua no setor alimentício há mais de 20 anos, e passa a ser representado e distribuído para hotéis, resorts e motéis brasileiros pela Harus Alimentos -divisão da Harus Amenities-, através de uma parceria exclusiva entre as empresas. “O café para comer é um produto que pode estar tanto entre as opções de frigobar para o hóspede, quanto nos pontos de venda dos estabelecimentos, ou ainda ser utilizado como ingrediente pela área de alimentos e bebidas. E de qualquer maneira ele vai surpreender o hóspede com uma nova experiência gustativa, marcando sua memória com ‘bandeira brasileira’”, explica Renato Abaurre, diretor da SPA. E acrescenta: “queremos fazer parte dos registros de viagem do turista, seja ele brasileiro ou estrangeiro, com um confeito jamais encontrado em nenhuma parte do mundo”.
Além disso, Abaurre comenta que esse é um momento especial para apresentar novidades ao setor hoteleiro. “Afinal, temos a Copa do Mundo para acontecer aqui conosco. Vamos marcar presença com nosso cafezinho diante dos turistas que vêm de fora do País. E eles poderão saborear em suas suítes, levar para os estádios e ainda ter a chance de comprar para viagem”.

De acordo com Luiz Roberto Magrin Filho, diretor geral da Harus, empresa que atua no mercado nacional de hotéis e motéis há 19 anos, líder no segmento de amenities no Brasil, a ideia de Coffee Beans é inédita para o setor e muito brasileira, afinal estamos falando de café. “Por isso, a expectativa é de que estes produtos tenham uma boa receptividade, eles têm um gosto agradável e vão de encontro com todas as faixas etárias. Além disso, as primeiras experiências com Coffee Beans e o segmento hoteleiro foram surpreendentes durante a Food Hospitality, feira que aconteceu entre 9 e 11 de abril em São Paulo, onde expusemos e degustamos os cafés pela primeira vez.”, ressalta Magrin.
Coffee Beans é obtido a partir do processamento de café 100% Arábica Premium, que resulta em uma massa de café integral na qual estão preservadas as características de aroma e sabor, além da oferta nutricional do produto. Com essa massa, são fabricados os grãos comestíveis de café para consumo direto. Todos nos sabores “espresso”, “cappuccino” e “café com leite”, em embalagens diversas e nas opções convencional e Zero –sem adição de açúcares-.

REGULAMENTAÇÃO DE COMIDA DE RUA ESTÁ PARA SAIR EM SAMPA

Por Marcelo Oliveira


Regulamentação da comida de rua sai na semana que vem

    Por Jose Orenstein
A tão esperada lei da comida de rua de São Paulo está em vias de ganhar as ruas. O decreto que regulamenta a lei aprovada no final do ano passado será publicado no máximo até o meio da semana que vem.
Com ele já redigido, o prefeito Fernando Haddad reuniu nesta quarta-feira, 16, em seu gabinete representantes do setor da gastronomia – tanto aqueles associados à comida de rua, como André Mifano, do restaurante Vito, Rolando Vanucci, do food truck Rolando Massinha, e Maurício Schuartz, da Feirinha Gastronômica – como aqueles ligados a restaurantes, bares e padarias, como Antero José Pereira, presidente do Sindicato da Indústria da Panificação.
A ideia da reunião era apresentar o texto da regulamentação e ouvir críticas e sugestões para que a equipe responsável pela redação do decreto possa reelaborar trechos para a aprovação final na semana que vem.
Ilustração: Vapor324/Estadão
O ponto que mais levantou polêmica foi o valor da autorização para o veículo que for vender comida pelas ruas. A proposta original era de que, para ter o termo de permissão de uso (TPU),  o dono do veículo deveria pagar de R$ 700 a R$ 900 por mês.  Até Haddad achou muito caro. A proposta de valor foi apresentada por técnicos.  ”Hoje, uma van de hot dog deve pagar R$ 1.100 por ano para poder circular. E muitos já não pagam porque acham caro demais!”, disse Rolando Vanucci, do food truck Rolando Massinha.  O valor será revisto.
Haddad afirmou que a ideia é ir acompanhando o movimento para fazer constantes reavaliações. “Vamos começar devagar, com parcimônia, para não estragar uma boa ideia. Vamos dar uma largada com poucos TPUs”. Ou seja, embora não tenha precisado o que é “pouco”, a ideia é conter a quantidade de veículos autorizados a funcionar como food truck num primeiro momento.
Outro ponto de tensão é a tentativa de definir  uma distância mínima entre um food truck e um estabelecimento tradicional que venda o mesmo tipo de comida – uma reivindicação dos presentes que representam estabelecimentos convencionais preocupados com a concorrência desleal dos food trucks, que, tendo uma estrutura reduzida, poderiam praticar um preço bem menor.
A primeira dificuldade foi estabelecer o que é o mesmo tipo de comida. A segunda, foi definir qual seria uma distância mínima possível dentro de um contexto em que os tamanhos de quadras, por exemplo, variam muito.
O prefeito sugeriu que a cada três meses os representantes do setor se reencontrem ali no gabinete para avaliar como estão as coisas.

terça-feira, 15 de abril de 2014

RECEITA DE BABA DE MOÇA

POR RONI MACIEL

Delicia sem igual

Delicia sem igual
Pessoal, o Creme Baba de Moça é tudo de bom! Eu adoro! Aproveite o feriado da Semana Santa que está se aproximando e teste deliciosas receitas que levam Baba de Moça.
O creme, que, diga-se de passagem, é delicioso, pode render recheios e coberturas muito saborosos para tortas, bolos e pavês.
É uma receitinha bem fácil, rápida e deliciosa. E serve para incrementar muitas sobremesas!
Confira a receitinha desse clássico da cozinha brasileira:
Ingredientes:
  • 1 lata de Leite Moça Tradicional
  • 1 vidro de leite de coco (200ml)
  • 3 gemas
Modo de fazer:
Coloque em uma panela média, o leite moça, o leite de coco e as gemas.
Misture bem e leve ao fogo baixo , mexendo sempre, por cerca de 10 minutos ou até que o creme esteja se desprendendo do fundo da panela.
Retire do fogo e deixe esfriar.
DICAS:
  1. Querendo junte meia xícara (chá) de nozes moídas ao recheio de baba de moça;
  2. Se desejar, acrescente meia colher (chá) de raspas de limão.

Baba3

FEIJOEDA DA PORTELA E DA CONFRARIA DA GASTRONOMIA E AMIGOS DE JORGE!


DÁ LHE MENGO ....

POR LUIS CEARÁ

Arbitragem  X Tecnologia

Fico pensando no que a imprensa, jogadores falastrões como o goleiro Felipe do Flamengo e o torcedor de um modo geral, disseram deste final de semana. Do que aconteceu nos estádios. A arbitragem levou a culpa por tudo. Faltou o linchamento.

Então eu quero aqui, publicamente, dizer que hoje, em lances capitais como o penalti do Ituano no jogador do Santos, o penalti não assinalado a favor do Atlético MG e até o escandaloso impedimento na bacia das almas no jogo entre o Vasco e o Flamengo tem defesa. Eu explico.

Um jogo normal com transmissão de TV tem 7 câmeras. Duas centrais para mostrar o jogo, uma atrás de cada gol, duas de impedimento e uma central, dentro do gramado para o que se chama de lance fechado, ou detalhe. Isso numa transmissão normal. Em jogos como os citados acima, podemos pensar e 12 a 20 câmeras. Tudo é gravado e todas as jogadas detalhadas ao extremo. Em todos os ângulos. No ar, cada lance pode ser repetido à axautão para que os comentaristas e analistas de arbitragem possam dizer com certeza o que aconteceu.

E o juizão? Correndo como loouco, tendo que ver tudo, e ainda contando com bandeiras ruins? Um ou outro bandeira ajuda,é competente, mas a maioria dorme. E os árbitros atrás dos gols? Não servem para nada, ou melhor servem sim, mas é para atrapalhar a visão dos repórteres e para confundir jogadores.

Gente, não dá para o juiz em um segundo, a dez ou menos metros do lance, acertar todos. Não dá para competir com a tecnologia.

To dando desculpa? Não estou falando uma verdade incontestável.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Helena Rizzo, do Maní, é a melhor chef do mundo

Por Marcelo Oliveira


Helena Rizzo, do Maní, é a melhor chef do mundo

Helena: cozinheira top no topo (Foto: Ricardo Corrêa)
Helena: cozinheira top no topo (Foto: Ricardo Corrêa)
Com seu jeitão zen, Helena Rizzo está radiante. A sócia do Maní acaba de ser escolhida pela organização do prêmio internacional  The World’s 50 Best Restaurants para receber o Prêmio Veuve Clicquot de Melhor Chef Mulher do Mundo 2014. Não bastava São Paulo ter o D.O.M. entre os dez melhores restaurantes do planeta, tem agora a melhor cozinheira.
A maior surpresa para a chef é pelo fato de terem “tantas ótimas cozinheiras no mundo, inclusive aqui no Brasil”. Helena vai a Londres para a entrega do prêmio, marcada para 28 de abril. Até lá, terá de se dedicar ainda mais ao Maní, que deve ver o número de clientes se multiplicar vertiginosamente. O mais curioso é que oManí só entrou para o ranking dos 50 melhores do mundo no ano passado, ocupando a 46ª posição. A eleição foi um salto extraordinário.
Ela conversou comigo  agora mesmo, enquanto preparava um evento no Leopolldo. Desde o anúncio, ela não para de ser cumprimentada pelos familiares, amigos e equipe. Contente e sem se descuidar do trabalho, a gaúcha contou que , primeiro, recebeu um telefonema, seguido de uma carta, três semanas atrás. “Precisava manter sigilo até hoje”, revela.
Perguntei se o fato de ter sido recebido o mesmo prêmio no ano passado como melhor chef mulher da América Latina era um indício. “Sinceramente, não achei”,  diz. “Aceito o prêmio, porque tenho muito orgulho do que faço. Não sou só eu, mas o Dani (o espanhol Daniel Redondo, seu marido e que divide com ela o comando do fogão e a criação do cardápio) e a Giovana (Baggio, sócia e administradora do restaurante). Cada dia tem que ser melhor que o outro. Preciso melhorar na cozinha, ser uma pessoa melhor.”
Antes de Helena, foram contempladas com Prêmio Veuve Clicquot de Melhor Chef Mulher do Mundo Elena Arzak, do Arzak, na Espanha; Anne-Sophie Pic, da Maison Pic, na França; e a ganhadora do ano passado, Nadia Santini, do restaurante Dal Pescatore, na Itália.

sexta-feira, 14 de março de 2014

PÉTALAS DO RÁDIO ESPORTIVO

Armindo Antônio Ranzolin nasceu em Caxias do Sul do no dia 8 de dezembro de 1937.
Um dos principais narradores de futebol da história do Rio Grande do Sul.
Sua carreira de jornalista e radialista profissional começou em 1956, como narrador esportivo da Rádio Diário da Manhã de Lages, Santa Catarina.
Estreou na Rádio Guaíba em 1959.
Depois passou pelas Rádios Difusora e Farroupilha, ambas de Porto Alegre.
Em 1969 voltou para a Guaíba, onde ficou até 1984, quando saiu para trabalhar na Rádio Gaúcha. Em 1992, tornou-se diretor da rádio e lá se aposentou em 2006.
OUÇA
RANZOLIN NARRA O SEGUNDO GOL DO GRÊMIO, MARCADO POR RENATO PORTALUPI, CONTRA O PEÑAROL NA CONQUISTA DO TÍTULO DA LIBERTADORES DA AMÉRICA DE 1983:
♦♦♦
DOALCEY CAMARGO
Doalcey fez história...
...e se consagrou no rádio do Rio
Doalcey Bueno de Camargo nasceu em Itápolis-SP em 1930 e morreu no Rio de Janeiro no dia 29 de agosto de 2009.
O narrador ganhou notoriedade nas grandes emissoras do Rio de Janeiro como Globo, Tupi, Nacional, Continental, Tamoio e Guanabara (atual Bandeirantes). Desde 1965 estava na Super Rádio Tupi, onde acumulou o cargo de diretor do departamento de esportes. Nos seus últimos anos de vida não narrava mais, mais participava do programa “Bola em Jogo” aos domingos, que tem apresentação de Luiz Ribeiro.
Doalcey era torcedor confesso do América-RJ, começou sua carreira na Rádio Clube de Marília, no final da década de 40, a convite do irmão Wolner Camargo, foi para o Rio de Janeiro, onde sua carreira deslanchou profissionalmente.
Narrou grandes clássicos dos clubes cariocas, Copas do Mundo, e foi ele quem criou a figura do comentarista de arbitragem. Por sinal, o primeiro que esteve ao seu lado na cabine de rádio foi o saudoso Mário Vianna. Outro comentarista que trabalhou ao lado de Doalcey, foi Benjamim Wright, pai do ex-árbitro José Roberto Wright.
Vários grandes locutores trabalharam ao lado de Doalcey, entre eles: Waldir Amaral, Júlio César Santana, Sérgio Moraes, Paulo César Tênius (já falecidos) e José Carlos Araújo, Edson Mauro, César Rizzo, Garcia Júnior, Jota Santiago, entre outros.
Faleceu na madrugada do dia 29 de agosto de 2009, aos 79 anos, vítima de um enfarte fulminante.
OUÇA
DOALCEY NARRA GOL DE NUNES PELO FLAMENGO:

♦♦♦
FIORI GIGLIOTTI
Fiori no início da carreira e depois na Rádio Record
Fiori Gigliotti nasceu em Barra Bonita, São Paulo, no dia 27 de setembro de 1928. Morreu em São Paulo no dia 8 de junho de 2006. Inspirou mais de uma dezena de narradores tendo em Mato Grosso um dos seus grandes seguidores, o narrador Márcio Frederico Cunha de Arruda, o Categoria Que Não Muda.
Narrador esportivo de longa carreira. Narrou partidas de dez Copas do Mundo, mas sempre dizia que o maior jogo a qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinental de 1962. Em declaração pouco tempo antes de sua morte, contou um entrevero que teve com o técnico Telê Santana no Mundial de 1982, na Espanha. Fiori teria cobrado o treinador pelo fato dele estar fazendo muitas concessões aos jogadores, com muitas saídas com a família e pouco treino. Telê teria respondido que o locutor já estava velho.
Celebrizou frases como “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”“E o tempo passa…” (quando uma equipe precisava fazer um gol), “Agüenta coração!”“Crepúsculo de jogo” e “Torcida brasileira”.
Recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo. Trabalhou como locutor desde 1947 nas rádios: Rádio Clube de Lins (SP), Rádio Cultura de Araçatuba (SP), Rádio Bandeirantes, Rádio Panamericana, Rádio Tupi e Rádio Record. Atualmente estava trabalhando como comentarista na Rádio Capital, de São Paulo.
No fim de 2005 recebeu a “Medalha da Ordem Nacional do Mérito Futebolístico” da Federação Paulista de Futebol, ocasião em que disse: “Eu confesso que hoje vivo um momento de muita emoção. É daqueles momentos de rara felicidade que nos fazem ter alegria de viver“.
Fiori escolheu a véspera de uma Copa do Mundo para dizer adeus ao futebol, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.
OUÇA
FIORI GIGLIOTTI NARRA GOL DO CENTROAVANTE COUTINHO PELO SANTOS:
♦♦♦
JOSÉ CARLOS ARAUJO 

...de artistas e se consagrou no rádio
Jorge Cury nasceu em Caxambu, Minas Gerais, no dia 25 de fevereiro de 1920; morreu dia 23 de dezembro de 1995.
Filho do comerciante José Kalil Curi e de Maria Curi, o narrador teve oito irmãos, entre os quais, o cantor, compositor e humorista Ivon Curi e o também radialista Alberto Curi.
Iniciou sua carreira numa emissora local de sua cidade natal em 1942. No ano seguinte, teve a chance de fazer um teste para a Rádio Nacional, onde, aprovado, permaneceu até 1972, quando se transferiu para a Rádio Globo.
Foi um dos maiores locutores de seu tempo. Além de locutor esportivo, também conduziu o programa dominical de calouros A Hora do Pato.
Narrou nove Copas do Mundo e era torcedor fanático do Flamengo.
Deixou a Rádio Globo em 1984.
Sua morte ocorreu devido a um acidente automobilístico próximo a Caxambu, para onde se dirigia para os festejos de Natal e de Ano Novo. Pouco antes, havia se transferido para a Rádio Tupi.
OUÇA
JORGE CURY NARRA GOL DE RIVELINO COM A CAMISA DO FLUMINENSE:
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OSMAR SANTOS
Osmar Santos na décaca de 80...
...e nos tempos atuais
Osmar Santos nasceu em Osvaldo Cruz, interior paulista, no dia 28 de julho de 1949.
Formado em Educação Física, Administração e Direito, Osmar Santos, o Pai da Matéria, trabalhou como locutor esportivo nas rádios Jovem Pan, Record e Globo onde continua contratado, mas sem narrar mais as partidas devido ao grave acidente de automóvel que sofreu em 22 de dezembro de 1994 e que afetou sua fala, que era seu dom. Hoje como artista plástico, dedica parte de seu tempo em pinturas sobre telas. Trabalhou também nas redes de televisão Rede Globo, Rede Record e Rede Machete.
Foi um dos melhores narradores de futebol do rádio brasileiro, criador de uma escola única. Faziam parte da equipe comandada por Osmar na Rádio Globo, na fase de maior sucesso: Loureiro Júnior, Juarez Soares e Carlos Aymard (comentaristas), Fausto Silva, Roberto Carmona e Henrique Guilherme (repórteres de campo). E os também narradores: Oswaldo Maciel, Reinaldo Costa, Oscar Ulysses e Odinei Edson (esses dois últimos, seus irmãos).
Osmar Santos teve uma participação importante como locutor dos comícios da campanha política de 1984 pelas Diretas! Bastante popular, recebeu proposta para candidatar-se a cargos políticos, mas não aceitou.
Sempre muito criativo criou bordões que foram tão bem aceitos pelo público, que ecoavam pelos estádios, como o famoso “Parou por quê, por que parou?”. Entre suas expressões inesquecíveis, estão: Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha, “Um prá lá, dois prá cá, é fogo no boné do guarda”, “Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho”, “No carocinho do abacate” “ai garotinho”, “vai garotinho porque o placar não é seu” e uma das narrações de gol mais marcante do rádio brasileiro “E que GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL”.
Também foi Osmar Santos quem criou a expressão “Animal”, que melhor representou o jogador Edmundo, terminando por se tornar a sua marca registrada.
Em 1994 sofreu um grave acidente de carro que lhe produziu graves seqüelas devido aos danos cerebrais que sofreu quando viajava de Marília para cidade de Lins, em São Paulo, quando ele foi atingido por um motorista de caminhão bêbado. Após uma grande recuperação, pode recuperar várias funções, porém sua fala ficou comprometida, sendo capaz de pronunciar menos de cem palavras, impedindo-lhe de continuar trabalhando como narrador. Hoje se dedica à pintura.
OUÇA
OSMAR SANTOS NARRA O GOL DE BASÍLIO NA CONQUISTA DO CORINTHIANS NO CAMPEONATO PAULISTA DE 1977:
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WALDIR AMARAL
Waldir Amaral na cabine de Rádio Globo...
...e exibindo prêmios conquistados como narrador
O narrador Waldir Amaral nasceu em Goiânia no dia 17 de outubro de 1926; morreu no Rio de Janeiro, dia 7 de outubro de 1997.
Talentoso profissional de comunicação, foi um dos pioneiros na transformação das jornadas esportivas radiofônicas num verdadeiro show. Criou bordões que atravessaram todo o Brasil e tornaram-se referência nacional como “indivíduo competente”, “o relógio marca”, e “tem peixe na rede”. Criou também o apelido “Galinho de Quintino” que acompanha Zico até os dias de hoje.
Waldir iniciou sua carreira na rádio Clube de Goiânia. No Rio de Janeiro, passou pelas rádios Tupi, Mauá, Continental, Mayrink Veiga, Nacional e Globo. Nesta última, por sinal, permaneceu de 1961 a 1983. Foi Waldir, ao lado de um dos diretores da Rádio Globo, Mário Luiz, o “criador intelectual” da vinheta “Brasil-sil-sil!”, gravada pelo radialista Edmo Zarife durante as Eliminatórias da Copa do Mundo para 1970, para levar a seleção à frente, e que está no ar até hoje.
Waldir Amaral faleceu 10 dias antes de completar 71 anos, vitimado por uma insuficiência coronariana.
Em sua homenagem, a rua Turf Club, no bairro do Maracanã, passou a se chamar R. Radialista Waldir Amaral. Rua, aliás, onde se encontra a sede a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro
Bordões
Profissional extremamente criativo, Waldir Amaral costumava dizer vários bordões enquanto narrava a partida. Alguns bordões criados por ele:
“Tem peixe na rede do…” Ele dizia quando o time levava gol do adversário:”Tem peixe na rede do Flamengo”
“Choveu na horta do…” Ele dizia quando o time fazia gol no adversário: “Choveu na horta do Vascão”
“É fumaça de gol” Ele dizia quando surgia uma oportunidade de gol: “Aproxima-se da área, é fumaça de gol…”
“Caldeirão do Diabo” A grande área: “Vai cruzar no caldeirão do Diabo”
“Indivíduo competente” Quem fazia o gol: “Indivíduo competente o Zico”
“Deeeeez, é a camisa dele!”
“O visual é bom, Roberto tem bala na agulha” Quando o jogador ia bater uma falta.
“Estão desfraldadas as bandeiras do Fluminense” Ele dizia logo após o gol.
“Deixa comigo” Dizia logo após a vinheta do sue nome.
“O relógio marca” Ele dizia quando dava o tempo de jogo.
Waldir foi um locutor original e que soube comunicar como poucos. Narrava pausadamente, com elegância e muito estilo. Foi um dos maiores radialistas esportivos de todos os tempos.
OUÇA
WALDIR AMARAL NARRA GOL DA SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA DO MUNDO DE 1970: