POR LUIZ CEARÁ
Felipão não precisa ter medo de São Paulo. O time dele é bom, está em ritmo de treinos finais para o início da Copa e é certo que o torcedor sabe disso.
Se a seleção jogar com garra – e está jogando – e se mostrar determinada, não vai ter vaia. Se os jogadores mostrarem um certo entrosamento – e estão mostrando e por isso foram campeões da Copa das Confederações – não serão vaiados. E, se a seleção mostrar o futebol bonito e solidário que o torcedor gosta, claro que não será vaiado. Basta prestar atenção, entrar ligado e fazer o fácil.
Fora isso, vai ter vaia. Até porque, o torcedor pagou caro e tem o direito de vaiar. Ou eu estou errado?
O que eu temo é como o dia vai começar na maior cidade do país. Sem ônibus, metrô ou por causa de concentrações de manifestantes, vai ser difícil chegar ao Morumbi e isso, irrita. Tudo o que vai acontecer na cidade neste dia de jogo da seleção vai pesar no comportamento do torcedor.
Felipão conhece tanto São Paulo que não queria jogar aqui. Tentou levar o amistoso para outro estado. Mas eu tenho uma opinião fechada.
Vai ser um grande teste, o melhor que ele poderia ter. Por quê? Porque será bom, na verdade ótimo para testar nervos e o comportamento dos atletas - a maioria nunca jogou uma Copa – num momento único, sem oba oba, sem babação de ovo e sem puxa-saquismo. Pura pressão vindo da arquibancada, fungando no cangote, como diria mestre Quim do Jambeiro: O bafo é tanto que esquenta a orelha, ele sintetiza sorrindo com seus mais de 30 anos de várzea.
Em São Paulo, Felipão sabe, o buraco é mais embaixo.







