quarta-feira, 8 de maio de 2013

NOVAS EDIÇÕES DA COMIDA DE RUA NA CAPITAL SP

POR CARLOS LOUREDO

FONTE: FOLHA


Eventos que promovem a comida de rua ganham novas edições em SP e outros Estados
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Um porco inteiro passa cerca de dez horas para assar na brasa de carvão. Pronto, ele serve pelo menos 50 pessoas.
Pois na quarta edição do Chefs na Rua, evento que integrará pela segunda vez a Virada Cultural, nos dias 18 e 19 deste mês, o chef Jefferson Rueda, do Attimo, servirá oito porcos (90 quilos cada um).
A carne será vendida com pão, na versão sanduíche. Nas feiras livres e quermesses do interior paulista, conta o chef, também aparece com farofa e feijão-tropeiro.
Avener Prado/Folhapress
Kombi do Rolando Massinha, que serve massas na avenida Sumaré
Kombi do Rolando Massinha, que serve massas na avenida Sumaré
A barraca de Rueda e de outros 29 cozinheiros estarão dispostas em dois pontos do centro de São Paulo. Ao lado de receitas mais elaboradas, haverá os tradicionais pastéis, sanduíches de pernil e cachorros-quentes.
Não é novidade que estejam ganhando força em São Paulo eventos que promovem uma comida de rua com pratos inventivos, em geral, e preços modestos. A tendência agora é que as iniciativas paulistanas se expandam para outras cidades.
Maurício Schuartz, da KQi, empresa que promove a Feirinha Gastronômica e o Chefs na Rua, planeja que este último aconteça em capitais como Recife e Florianópolis.
Em fase mais adiantada, outro projeto paulistano se prepara para novos voos. O Mercado ganha versão carioca no Circo Voador, no dia 19.
Enquanto isso, a Grande São Paulo recebe outras iniciativas. No dia 18, o 1º Festival Gourmet ocupará a área externa do shopping Iguatemi de Alphaville. Estarão reunidos 15 chefs, como a banqueteira Neka Menna Barreto, que irá preparar sete receitas, como o bobó de camarão.
No embalo desses eventos, a comida de rua será tema de bate-papo promovido pela Folha em parceria com a rádio CBN, neste sábado, no Mercadão de São Paulo.
COZINHA AMBULANTE
O público come com as mãos, em pé, sem firulas. Não há conforto nem requinte, mas os visitantes dão de ombros. Voltam, em massa, aos eventos de comida de rua.
Avener Prado/Folhapress
Frango com curry, da chef Flávia Mariotto (Mercearia do Conde), servido na última Feirinha
Frango com curry, da chef Flávia Mariotto (Mercearia do Conde), servido na última Feirinha
O Chefs na Rua do ano passado, no Minhocão, reuniu 227 mil pessoas. A Feirinha Gastronômica do último domingo serviu 11 mil refeições. O Mercado já atraiu 33,5 mil pessoas, em suas 12 edições. São recorrentes longas filas de espera.
O que diabos atrai tanta gente a esses eventos?
"A oportunidade de provar pratos mais elaborados a preços mais baixos do que os praticados nos restaurantes", afirma o produtor Maurício Schuartz, da KQi, empresa que organiza o Chefs na Rua e a Feirinha Gastronômica, realizada aos domingos em um estacionamento ao ar livre na Vila Madalena.
"A comida de rua faz parte da cultura paulistana, além de ser uma necessidade. Com a rotina agitada, muita gente não tem tempo nem dinheiro para almoçar em restaurantes ", complementa Schuartz.
Para a produtora Lira Yuri, que organiza o evento O Mercado --feira itinerante que ocorre em diferentes locais de São Paulo-- com os chefs Checho Gonzales e Henrique Fogaça, "a ideia é democratizar a gastronomia".
São receitas que vão além dos tradicionais pastéis e cachorros-quentes, mais corriqueiros nas ruas da cidade. Podem surgir, por exemplo, espetinhos de coração de galinha, sanduíches feitos com corte suculento do pescoço do porco e os italianos "cannolo", para adoçar.
"A comida é o maior atrativo", diz a analista de marketing Juliana Natori, 23, que já visitou a Feirinha e o Chefs na Rua. "Mas o contato com os chefs também é bacana."
DOMINGO NO PARQUE
Desde o ano passado, alguns parques da capital paulista viraram cenário para piqueniques organizados pelo chef Checho Gonzales e pela produtora Nina Loscalzo, da Foodpass.
"O paulistano gosta de comer ao ar livre, em ambiente informal", afirma Nina. Para ela, é questão de tempo para que essas iniciativas deixem de ser praticadas apenas em eventos esporádicos e se tornem parte da rotina da cidade.
FISCALIZAÇÃO
Poucos alimentos têm autorização da prefeitura para serem comercializados nas ruas de São Paulo.
Uma lei municipal de 1978 libera a preparação e venda de pasteis na cidade somente em feiras livres. Estas devem ser fiscalizadas pelas subprefeituras. Já os carros de cachorro-quente devem ser monitorados pela Coordenação de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde.
Em todos os casos, portanto, é preciso receber autorização da prefeitura.
(Colaborou Carolina de Andrade)
Veja lugares onde comer comidinhas de rua em São Paulo
O QUE VEM POR AÍ
Editoria de Arte/Folhapress
FEIRINHA GASTRONÔMICA
Quinze chefs preparam comidinhas que custam entre R$ 5 e R$ 15. Carlos Bertolazzi, do Per Paolo, servirá nhoque
QUANDO 12/5, das 11h às 19h
ONDE r. Girassol, 309, Vila Madalena, SP
1º FESTIVAL GOURMET
Neka Menna Barreto está entre os chefs convidados, que servirão quitutes de R$ 5 a R$ 20
QUANDO 18/5, das 12h às 19h
ONDE shopping Iguatemi de Alphaville (al. Rio Negro, 111, SP)
O MERCADO RJ
Estarão presentes chefs cariocas, como Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, e Roberta Ciasca, do Miam Miam e Oui Oui. Quitutes custam até R$ 15
QUANDO 19/5, das 8h às 18h
ONDE Circo Voador (r. dos Arcos, s/nº, Lapa, RJ)

REFEIÇÃO FORA DE CASA SOBE 140% EM 10 ANOS

POR CARLOS LOUREDO

FONTE: SITE UOL

Refeição fora de casa sobe 140% em dez anos e pesa no orçamento das famílias
O gasto do brasileiro para comer e beber fora de casa aumenta há uma década acima da inflação.
Desde 2003, acumula alta de 143%, bem acima da variação de 82% do IPCA-15, prévia do índice oficial de inflação, o IPCA --só muda o período de coleta, que se encerra no dia 15 de cada mês.
Em sete desses dez anos, refeição, lanche e bebidas em restaurantes subiram mais do que a comida comprada para consumir em casa.
Não é à toa que pipocam queixas de consumidores e movimentos como o Boicota SP, que explicitou preços abusivos e expô-los na internet, como um saco de pipoca vendido no cinema a R$ 22, uma esfiha no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a R$ 9,80 e um refrigerante de dois litros a R$ 18,90, servido nas mesas de uma padaria.
O site Boicota SP, criado pelo publicitário Danilo Corci, já tem 120 mil visitantes por dia.
"Tive a ideia porque gastava num chope e uns petiscos com amigos na Vila Madalena [bairro boêmio de SP] R$ 40 há um ano. A conta agora sai por R$ 80", afirma.
Ele conta que já recebe reclamações de todo país e prevê publicar em meados deste mês também preços abusivos e nomes de estabelecimentos de outras cidades.
Editoria de Arte/Folhapress
COMER FORA X EM CASA Custo de comer em casa sobe mais do que em restaurantes
COMER FORA X EM CASA Custo de comer em casa sobe mais do que em restaurantes

HÁBITO
Para especialistas, o hábito de comer fora encareceu mais do que a inflação com o aumento dos alimentos e custos maiores, como mão de obra (talvez o mais pesado com ganhos reais do salários mínimo nos últimos anos).
O economista da Fundação Getulio Vargas André Braz destaca outro fator de pressão, a disparada dos aluguéis comerciais. "Com a valorização imobiliária nos grandes centros urbanos, os aluguéis têm tido uma valorização relevante."
Outro motivo para a alta é que o mercado de trabalho aquecido, que fez a renda subir e criou uma nova classe de consumidores, que passaram a frequentar mais restaurantes. Além disso, com o crescimento do emprego e mais mulheres no mercado de trabalho (e com menos tempo para cozinhar), comer fora tornou-se uma hábito mais frequente.
"Mais famílias têm ido usualmente a restaurantes, o que gera uma pressão de demanda. O consumidor, no entanto, deve impor o seu limite e reduzir as frequências aos locais que subirem muito os preços."
Segundo Marcelo Moura, economista do Insper, o avanço do rendimento e do emprego fez crescer a demanda por refeições fora de casa e permitiu ainda "um repasse maior de custos mais elevados" dos estabelecimentos, sobretudo a mão de obra.
HORTALIÇAS
O curioso é que neste ano comer em casa subiu mais com o choque dos alimentos no Brasil devido ao clima desfavorável que fez disparar o preço de hortaliças, legumes e frutas --cujo caso emblemático é o tomate-- e no exterior com quebra de safra de grãos em grandes produtores como os EUA.
Com isso, a alimentação no domicílio subiu mais (15,45%) do que fora de casa (10,49%). Em ambos os casos, porém, as altas superam as do mesmo período de 2012 e a inflação pelo IPCA-15 em 12 meses até abril (6,51%).
Comer em casa, porém, ainda é mais barato --custa, em média, um terço do valor da refeição em restaurantes, segundo especialistas.
O especialista da FGV, no entanto, diz ainda que a tendência para os próximos meses é de uma desaceleração dos custos do alimento, resultado da desoneração de itens da cesta básica, em vigor desde março, e de uma safra de grãos "mais robusta" neste ano.

BRASIL PRECISA TRIPLICAR DESEMPENHO DE RODOVIAS SEGUNDO A FIESP

POR CARLOS LOUREDO

FONTE: EXAME -Economia

País precisa triplicar desempenho de rodovias, diz Fiesp

Por segmento, melhor desempenho é do setor de portos, com um desempenho de 68%, seguido por aeroportos (58%), rodovias (27%), hidrovias (21%) e ferrovias (20%)

 
Wikimedia Commons
O edifício Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, sede da Fiesp

A Fiesp não estima qual pode ser a melhora no indicador com a realização dos investimentos planejado pelo governo federal dentro do Programa de Investimentos em Logística (PIL)
São Paulo - A defasagem da infraestrutura do transporte brasileiro, na comparação com as melhores práticas internacionais, é de 67%, e para se equiparar a elas o Brasil precisa triplicar o desempenho de suas rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e conexões logísticas, segundo aponta pesquisa divulgada na tarde desta terça-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que anunciou, no encerramento de seu 8º Fórum de Logística e Transporte, o índice comparado de desempenho de infraestrutura de transporte.
 
A entidade construiu, em parceria com a Fundação Getulio Vargas, 18 indicadores - de oferta, intensidade de uso, qualidade e custo, dos segmentos rodoviário, aeroviário, ferroviário, hidroviário e de conexão logística, no Brasil e no mundo.
Os indicadores apontam, por exemplo, que o custo médio do frete ferroviário apresenta uma defasagem de 94% frente à melhor prática internacional, com frete de US$ 74,67 por mil toneladas-quilômetro útil (TKU) no País, frente a US$ 4,76 por mil TKU do benchmark. No frete hidroviário, a defasagem é de 85%, com US$ 47,25 por mil TKU, ante os US$ 7 por mil TKU. Já no rodoviário, a defasagem é de 73%, com US$ 51,75 por mil toneladas por quilômetro no País, frente aos US$ 14 no benchmark.

Portos
Por segmento, o melhor desempenho é do setor de portos, com um desempenho de 68%, seguido por aeroportos, com 58%, rodovias (27%), hidrovias (21%) e ferrovias (20%), levando o indicador consolidado, formado pela média ponderada pela participação de cada modal na matriz de transportes brasileira, a 33%. "É grave, mas está longe de ser incurável", diagnosticou o diretor titular do departamento de infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti.
Os números têm como base o desempenho da infraestrutura das 50 maiores regiões metropolitanas do Brasil, que concentram 46% da população e 58% do PIB. Cavalcanti disse que o próximo passo deve ser a elaboração dos índices por região metropolitana, divulgação que ele prometeu para "breve".

A Fiesp não estima qual pode ser a melhora no indicador com a realização dos investimentos planejado pelo governo federal dentro do Programa de Investimentos em Logística (PIL). "Num prazo razoável - daqui a cinco anos - estaremos em 2017, 2019, 2020, olhando para número menos vergonhoso e mais motivo de orgulho", disse.

AMÉRICA LATINA GANHA FORÇA COMO DESTINO GASTRÔMICO MUNDIAL

POR CARLOS LOUREDO

FONTE : SITE UOL

América Latina ganha força como destino gastronômico mundial
 
A gastronomia da América Latina estará em destaque nos próximos meses, com a inédita versão regional dos prêmios da revista britânica "Restaurant", que apontará os melhores restaurantes da região em uma cerimônia que será realizada em setembro no Peru.

Restaurante de irmãos espanhóis é o melhor do mundo; Atala cai de 4º para 6º lugar
Como funciona o prêmio dos 50 melhores restaurantes do mundo

"Os prêmios Restaurant em Lima serão uma grande oportunidade para toda a América Latina de ganhar terreno na gastronomia mundial e mostrar o que pode oferecer: seus produtos, suas técnicas, suas fusões", declarou à agência Efe Mariella Soldi, diretora de promoção de imagem do Promperú, o escritório de turismo do governo peruano.
"A liderança gastronômica esteve historicamente na Europa e nos Estados Unidos, por isso pensamos que agora é uma boa oportunidade para toda a América latina, é uma porta que nos é aberta", completou.
A força e o potencial da cozinha latino-americana já haviam sido demonstrados na edição mundial da premiação, que aconteceu no dia 29 de abril e colocou seis restaurantes de países da região entre os 50 melhores do mundo.
Na lista que tem o espanhol El Celler de Can Roca como número um, o paulistano D.O.M, do chef Alex Atala, aparece em sexto e já havia sido o quarto colocado em 2012. Por sua vez, o Maní, que também fica na capital paulista e tem como chefs e proprietários a brasileira Helena Rizzo e seu marido, o espanhol Daniel Redondo, estreia nesse ranking ocupando a 46ª posição.
Os peruanos Astrid y Gastón (14º) e Central (50º) e os mexicanos Pujol (17º) e Bilko (31º) são os outros representantes latinos na presitigiada lista.
A cerimônia de entrega dos prêmios regionais vai acontecer no dia 4 de setembro, véspera da inauguração do festival culinário Mistura del Perú, que engloba produtores e cozinheiros de todo o país.
Lima foi escolhida como destino dos prêmios Restaurant - concedidos pela revista britânica de mesmo nome e considerados o Oscar da gastronomia - porque, segundo Soldi, "nos últimos anos trabalhou muito a gastronomia como marca, ganhando um espaço no panorama mundial".
Chefs peruanos como Gastón Acurio, do Astrid y Gastón, trabalharam como embaixadores de uma cozinha que se caracteriza pela variedade de seus produtos e influências: africana, japonesa, italiana ou chinesa, entre outras.
A ONU declarou 2013 o ano internacional da quinua, o que permite a Bolívia e Peru, principais produtores do grão, promover este alimento tradicional como ingrediente tanto para a dieta diária como para pratos de alta cozinha.
O Peru obteve ainda, no ano passado, o prêmio de melhor destino mundial de turismo gastronômico do World Travel Awards, cuja versão regional será organizada pela primeira vez em julho.
Mas não apenas este país andino se destaca no atual panorama gastronômico. A comida mexicana foi declarada em 2010 patrimônio da humanidade pela Unesco, e tem um voraz mercado nos Estados Unidos, enquanto que o Brasil se destaca cada vez mais como revelador de chefs criativos.
Por isso, a realização do prêmio Restaurant latino-americano pode servir, segundo Soldi, de trampolim para mostrar a força da gastronomia da região.
Os chefs latino-americanos que não conseguiram entrar na lista mundial da revista britânica poderão fazê-lo na edição latina dos prêmios, que serão também foco de atenção internacional.
Consolidar-se como destino culinário permitirá ao continente, segundo Soldi, "atrair turismo e investimentos e exportar chefs e produtos".
"O melhor da gastronomia latino-americana é que há muito para ser descoberto, produtos que nem sequer conhecemos, como da Amazônia ou dos Andes", disse Soldi, que incentiva chefs a "viajar para descobri-los".

'Slow Food Story' conta saga do movimento eco-gastronômico


POR CARLOS LOUREDO

FONTE: SITE UOL

'Slow Food Story' conta saga do movimento eco-gastronômico
 
ROMA, 07 Mai 2013 (AFP) - "Uma ideia nascida entre quatro amigos em um bar". 'Slow Food Story', documentário sobre este movimento eco-gastronômico, surgido em uma cidade do norte da Itália, antes de ganhar dimensão internacional, será lançado em 30 de maio na península antes de sua distribuição ao exterior.

O filme, apresentado no último Festival de Berlim, conta a história desta que inicialmente era apenas uma associação de gourmets (Arcigola), surgida em 1986 em Bra, no Piemonte. Em 1989, transformou-se sob o nome de 'Slow Food' (comida lenta), em oposição ao 'fast food' (comida rápida), gerando um movimento presente em 150 países, apoiado por personalidades como o príncipe Charles.

Dirigido por Stefano Sardo, o documentário "conta uma história da província italiana, de uma cidade pequena que liberou uma energia, ideias, uma criatividade que, sem dúvida, não poderia ter se desenvolvido em uma cidade grande", explicou durante a apresentação do filme à imprensa o fundador do movimento, Carlo Petrini, apelidado de 'Carlin'.

Às vezes apresentado no site 'Slow Food' como um tipo de caixeiro viajante da gastronomia, Carlin é o protagonista do filme, que mostra um grupo divertido de companheiros, meio hippies, amantes de festas e da boa mesa.

Através de
testemunhos, imagens de arquivos, entrevistas com amigos de infância e outras reportagens no salão de alimentação organizado a cada dois anos em Turim, o filme refaz sua trajetória, que começa com a extrema-esquerda, com a criação de uma rádio livre e o resgate atualizado de antigas tradições rurais.

Nos anos 1980, a crise do metanol no vinho piemontês, que arruinou a economia
local e provocou 30 mortes, representaram uma virada para Carlin e seus amigos.

Entre jantares e noitadas, eles fundaram uma associação para defender o vinho piemontês Barolo e escreveram para o suplemento gastronômico Gambero Rosso, do jornal de extrema-esquerda Il Manifesto.

Eles criaram, ainda, o primeiro guia dos vinhos italianos logo seguido do "Guide delle osterie" (Guia das tratorias) da Itália, um best seller anual.

Uma nova virada aconteceu nos anos 2000, com a "ecogastronomia", quando Petrini percebeu, após uma série de viagens, o risco de desaparecimento de culturas ancestrais.

O slogan 'Slow Food' virou sinônimo de produto "bom (ao paladar), limpo (em seu meio de produção) e justo" (com relação ao preço pago ao produtor).

De uma associação de gourmets atentos à qualidade, o movimento se transformou em uma entidade híbrida que aconselha dezenas de milhares de pequenos agricultores do mundo inteiro reunidos sob a organização denominada "Terra Madre".

A 'Slow Food' adquiriu tanta influência que conseguiu proteger os saberes, os plantios, as criações de animais tradicionais até os rincões da África ou da América Latina onde quer que sua logomarca - um caracol - se encontre. A organização também é uma arma contra o monopólio de terras e o esbanjamento de alimentos.

Depois da Itália, o filme sobre a 'Slow Food' entrará em cartaz em países de fala alemã e escandinava e provavelmente na França e antes de ir para outros países.

POR CARLOS LOUREDO

FONTE: G1

Campinas recebe sexta etapa do festival gastronomia no Senac

Evento oferece degustação de pratos como curau cremoso com costelinhas.
Degustação é aberta ao público a partir das 17h e custa R$ 10.

Manjar de Amora, do Pesqueiro Santa Luiza, foi classificado na etapa de Bauru. (Foto: Ricardo D’Angelo / Divulgação)Manjar de Amora foi classificado na etapa de Bauru
(Foto: Ricardo D’Angelo / Divulgação)
Dez receitas produzidas por chefs do estado de São Paulo participam da sexta etapa do Festival Sabor de São Paulo nesta quarta-feira (8), a partir das 17h, no Senac Campinas (SP). Os pratos vão passar por avaliação do público e do júri especializado. A taxa para os interessados em participar da degustação é de R$ 10. Entre os pratos participantes estão o curau cremoso com costelinhas guizadas na cerveja escura e pipoquinha de quiabo, imbruio caipira e panacotta com jaracatiá em três tempos.
O projeto pretende  mapear os prato típicos, produtos e matérias-primas que caracterizam a identidade gastronômica paulista.

Etapas
As etapas anteriores classificaram 25 pratos em restaurantes participantes de Bauru (SP), Sorocaba (SP), São José do Rio Preto (SP), Santos (SP) e São Carlos (SP). A sexta etapa do concurso definirá as cinco receitas finais. Os 30 selecionados estarão na última etapa do Festival Gastronômico Sabor de São Paulo, que ocorre nos dias 28, 29 e 30 de junho, em São Paulo. As receitas classificadas e as finalistas podem ser obtidas no site do evento.
Barriga de porco a pururuca com limão cravo foi classificado na etapa de São Carlos. (Foto: Ricardo D’Angelo / Divulgação)Barriga de porco a pururuca se classificou na etapa de São Carlos (Foto: Ricardo D’Angelo / Divulgação)